22 novembro 2012

JOGANDO CONVERSA FORA - 8

Por Marcelo Augusto

MATRIZES BRASILEIRAS

URISKA (1955) – Dragon Blanc X Guapi, por Maranta (GB), família 4b, descendente direta da argentina GALLIA, mãe de APROMPTO, vencedor do GP São Paulo de 1925 empatado com o argentino MEHEMET ALI
Haras São José & Expedictus.

Em sua vida reprodutiva, URISKA gerou a sete produtos, dos quais três fêmeas, com destaque para as irmãs próprias ERIDAN e HIAWATHA, por Maki (Formasterus x Canicula, por Copyright). Há de se observar que o cruzamento Maki e Dragon Blanc foi explorado com bastante sucesso pela família Paula Machado. Maki é o avô materno do tríplice coroado AFRICAN BOY, do ganhador do GP Brasil GRISON e bisavô materno do fenômeno ITAJARA. Foram as irmãs ERIDAN e HIAWATHA responsáveis direita pela continuidade do sucesso dessa família, como podemos observar pela produção de cada uma:
ERIDAN (1961) gerou a quatro fêmeas: NISEI, por Alípio; ORMILIE, por Fort Napoleon; RESELA, por Svengali e TREFEGA, por Canterbury. Da NISEI descende a BOUTADE (Fort Napoleon) que deu ao Haras Malurica o POUTIONER (Executioner), vencedor do GP IPIRANGA G1 de 1987, entretanto, das filhas da ERIDAN, quem realmente se destacou foi a RESELA, ganhadora de 5 corridas em 15 saídas, destaque para o GP Pres. Luiz Nazareno T. Assumpção (1975), que levada à reprodução gerou a cinco fêmeas, com destaque para EBREA (Kublai Khan) e as clássicas FOIX (Karabas) e GLAD GIRL (Felício). A EBREA nos presenteou com o craque internacional SIPHON (Itajara), a FOIX com a craque VERINHA (Baronius) e as clássicas SPRING STAR e PARAYTINGA, ambas por Itajara e finalmente a GLAD GIRL ao ganhador de grupo 3 SENATEUR (Derek). A PARAYTINGA gerou a craque CHAN TONG (Hampstead) e esta por sua vez o Derby Winner IVOIRE (Know Heights), tendo ainda a Paraytinga, através de sua filha Bubinette (Clackson), gerado o ganhador de grupo 3, Alcazar (Thignon Lafré). A SPRING STAR gerou a clássica See The Star (Distorted Humor) atualmente em campanha na Gávea e a VERINHA produziu para o Stud TNT a REMEMBER CARINA (Grand Slam), vencedora do Clássico Riboletta.






CHAN TONG                                        REMEMBER CARINA             
SIPHON

HIAWATHA (1963). Deu prosseguimento a sua família no extinto Haras Rosa do Sul, onde gerou a ganhadora clássica no tarumã CAPACITE e a GREEK LARK, ambas por Tumble Lark. Dos produtos gerados pela GREEK LARK, podemos destacar o ganhador de grupo 3 e exportado COLOR PROSPECTOR (Music Prospector) e a clássica Armadilha Grega (Midnight Tiger), mãe do clássico Figo (Uapybo), ambos exportados para o Uruguai. A CAPACITE gerou a IF I ASK (Analogy), que por sua vez gerou a OLA I ASK (Grimaldi), sendo esta última sob as lides do Sr. Gianni Franco Samaja, responsável pela continuidade do sucesso do ramo da HIAWATHA, pois desta filha do Grimaldi (Executioner), descendem os ganhadores de grupo I GRAND I ASK (Yagli) e UAREOUTLAW (Christine´s Outlaw), sendo este via UNIVERSAL RARA (Ramirito) e a clássica XIRIRICA DA SERRA (Know Heights).  Descende ainda desse ramo da Ola I Ask, o ganhador clássico Quartel General (Boatman).




GRAND I ASK








Acredito que a sobrevivência dessa família nos pedigrees clássicos está depositada nas descendentes da Resela, via Foix/Spring Star e Verinha/Remember Carina; e pelo ramo da Hiawatha, nas descendentes da Ola I Ask.


LA PROFESSIONE DEL MARITO
(A profissão de marido)                              
                    Federico Tesio

  Na família eqüina o marido toma o nome de garanhão.
  O garanhão é um escravo de luxo. Se trabalha bem enriquece o dono, se trabalha mal o arruína.
   Seu valor venal é determinado primeiramente pelos sucessos em carreira, depois por aqueles obtidos na reprodução.
    À porta destes profissionais da moda as mulheres fazem fila, por vezes durante anos, antes de obterem um encontro, que atinge cifras equivalentes a seis mil esterlinas.
    O direito de precedência para ingressar na câmara do célebre Nearco foi cedido em leilão por vinte mil esterlinas.
    Assim faz quem pode.

    Geralmente os melhores reprodutores são aqueles que tenham vencido as melhores carreiras. Eclipse e St. Simon, invictos nas pistas, imbatíveis na reprodução.
     Por vezes o segundo colocado no hipódromo vence como reprodutor aquele que o tenha precedido.
      Por ex: Pharos, segundo no Derby atrás de Papyrus, demonstra ser na reprodução garanhão muito superior.
       De raro em raro salta fora um desconhecido. Por ex: Tredennis. Mas existem sempre explicações; pode-se pois afirmar que o disco de chegada é mais inteligente que o cérebro do homem, sendo necessário considerá-lo como o mais sabido dos mestres.
       Os garanhões são mais prepotentes que as fêmeas, mas geralmente demonstram um bom caráter..... desde que sejam bem tratados.
       Eu conheci somente um verdadeiramente intratável: Ladas, nascido em 1891.
     Em seu Box havia duas portas.
     Uma se abria sobre o pátio e dela conservava as chaves o carcereiro.
      A outra se abria sobre um piquete fechado por um muro altíssimo.
       Quando Ladas estava no Box, o carcereiro entrava e colocava alimento.
        Desde que se apresentasse uma esposa, ela era introduzida no piquete por uma porta secreta.
        Observava-se de uma janelinha o cumprimento do rito e depois, tão logo o macho o permitisse afastando-se, ia-se buscá-la.
         A propósito de mal gênio em seguida de maus tratos, recordo-me de ter lido um conto que dizia mais ou menos assim ...........
      O imperador do Marrocos mandou como presente a Luiz XIV um garanhão oriental de sangue nobilíssimo, nascido em 1724. Nas cavalariças do Rei, não tendo sido compreendido, tornou-se feroz e foi vendido a um carroceiro.
       Um senhor inglês, passando por uma estrada de Paris, viu o carroceiro que castigava o belíssimo rebelde que sangrava. Comprou-o por três luizes e mandou-o a Inglaterra, para o seu amigo Lord Godolphin que o levou para o campo, na criação de cavalos de corridas, onde sua missão era investigar se éguas estavam dispostas a esposar-se com o Pachá que reinava naquele tempo.
        O recém chegado, recordando seus nobres ancestrais e sobretudo por descender em linha direta de uma das éguas do Profeta, considerou sua função de rufião uma ofensa à sua estirpe, jurando vingança. Encontrando por acaso o rival, desafiou-o e matou-o em regular duelo.
        Ocupou o lugar do defunto, tornou-se mito, e seus produtos venceram todas as grandes carreiras. Assim passou para a história como o Godolphin-Barb, o cavalo bárbaro do Lord Godolphin.
GODOLPHIN-BARB
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