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17 setembro 2011

Ligeirinhas

Mazini -Um dos melhores jóqueis do Brasil é um sujeito de sorte. Teve várias oportunidades, aproveitou algumas, tanto que foi campeão de estatística, mas por algum motivo não consegue manter as mesmas. Perdeu contrato com o Alvarenga na melhor fase do stud. Perdeu o apoio de quase todos os treinadores de ponta. E segunda-feira foi alvo de grande polêmica, ao agredir um animal do Haras Nacional.
A sorte fica por conta de que, ao que tudo indica, as portas não se fecharam para o jóquei. Parece que o titular do Haras Nacional vai dar uma nova chance para ele. Mas antes vai ter que passar pelo jugo da Comissão de Corridas na próxima segunda-feira e pelo menos de um mês de gancho não tem como escapar.
Los Burros - O Clássico Ensayo, corrido hoje na grama mágica de San Isidro, foi vencido por Perversado, com Edwin Talaverano up. Derrotou por cabeça a Emperador Juan, montado pelo brasileiro Jorge Ricardo. O vencedor é um Thunder Gulch e Perversa, por Fitzcarraldo e marcou 1.47.55 para os 1.800m. Ricardinho venceu três provas e Altair Domingos uma.
Amanhã, em Palermo, a prova principal será o GP Vicente Casares(GIII),em 2.500m, programada para  as 18h30min (horário local), para cavalos de 4 e mais anos. Mr.Nedawi, com José Aparecido(58.5ks), medirá forças com Lingote de Oro(58.5), Calidoscopio(58.5), Expressive Halo(57) e Mustang Force(57), sendo os dois últimos os mais novos do lote.
Suspensão - W.Alencar vai ter a pena convertida para "falta de empenho" com relação a pilotagem de Até o Chuí. Portanto, o gancho será de 90 a 120 dias.
Eleições no JCB - Circula a boca pequena que os candidatos de oposição para as próximas eleições do JCB serão Luis Fernando Alencar para presidente e Cláudio Ramos como vice.
Para desespero de alguns, é bem provável que o atual presidente Lecca dispute a reeleição.
Stud Los Angeles - Correm seus cavalos para irem se colocando, um belo dia pimba. Reason Famous tinha corrido dez vezes na Gávea. Ficava a perder de vista e atropelava no final. Resultado: sempre se colocou. Na última, levou vareio da Jadde Di, com eventual de cinco reais. Hoje enfrentava a mesma adversária e o rateio era apenas de três reais. Ganhou por vários corpos. Pelo estilo do Stud, agora serão mais dez colocações e aí, uma nova apresentação parecida com a deste  sábado. Vivendo e aprendendo...

21 junho 2011

Não é tão fácil quanto parece

Terei de me apropriar, no espaço desta matéria, de  expressões comuns nos textos de Renato Gameiro.
Quando se trata de informação ao apostador, muito já se discutiu sobre o que é melhor: um catedrático auxiliando com seu estudo, ou um profissional falando a respeito dos seus cavalos inscritos.
Para os "críticos de plantão" , tanto faz, porque este tipo de gente é aquele que julga os outros pelo prisma do seu comportamento em situação idêntica. Ao catedrático, ele reduz a chutador. Pela sua ótica de turfista que gasta longos três minutos estudando um páreo, chute por chute ele prefere os dele. Do treinador, qualquer informação vira uma faca de dois gumes: se o mesmo afirma, "meu cavalo vai ganhar", acha que o mesmo pode estar derrubando, se fala mal, acha que pode ser despiste  de uma barbada (infelizmente isso é culpa da coletividade turfística, pois todos temos arraigados, trazido de geração para geração, a ideia do golpe, da armação, da tacada. Bom... "no creo em brujas pero que las hay las hay").
Além disso, é bom assinalar que a leitura da informação desse pessoal, não segue  o trâmite natural do assimilar, processar e concluir. Estão mais interessados em apontar as falhas eventuais que virão após  o desenrolar das carreiras. Contra  isso, o catedrático  não tem como escapar, já o treinador, que não é bobo nem nada, tem suas defesas, mas olhem em um exemplo hipotético, como perdem em substância as  informações desses treinadores que opinam sem comprometimento:

Repórter: Treinador, o Itajara vai correr esse páreo de perdedor, o que o senhor acha?
Treinador: O cavalo tá bem, tem chance.
Repórter: E treinador, sobre o Zé Ninguém que vai correr a prova de Grupo de hoje?
Treinador: Esse também tá bem. Tem chance.

Perceberam? Qualquer coisa que não seja esse feijão com arroz é super arriscado e sair deste trilho com informações que não se confirmem, pode levar os turfistas à ira. Peguemos a malfadada entrevista do J.C.Sampaio ao site do JCB. A rigor, o que queremos "a priori" é justamente este tipo de declaração. Um comprometimento, pois o treinador afirma: este vai ganhar, este outro é fraco e treina mal. Ou seja, o treinador dá nome aos bois. Se o que ele falou  se concretizou nas pistas, não fez mais do que a obrigação. Caso contrário, e foi o que aconteceu , as críticas vieram com toda a força. Aqui, abro um parêntese (desculpa mais essa apropriação, Renato) para dizer que não está nos planos desta postagem, juízo de valor sobre este fato.
Agora, é preciso que se defina o que se quer. Se uma informação que não acrescenta absolutamente nada, ou se afirmativas claras que podem vir a não se concretizar em corrida. Talvez "os detratores do óbvio" prefiram a primeira opção. Lembro de outra entrevista, do treinador M.F.Gusso, recentemente na TV Jockey,  em dia de estreia de vários potros. O resultado final de suas declarações poderíamos chamar de fantástico, com várias dicas preciosas que ajudaram em quem nelas confiaram. Mesmo com esta qualidade, teve uma opinião que não se confirmou em carreira. O treinador gostava muito de Lonely King, em páreo que tinha outra inscrição. Resultado: o outro inscrito, Bladetop Di Job, acabou ganhando.
Esse foi o único senão, o M.F.Gusso passou umas vinte informações precisas, e essa que não se concretizou. A pergunta que fica é a seguinte: e se metade das informações não se concretizassem (isso poderia ter ocorrido), o quão mal não se teria falado do treinador, pois escutei  "os onipresentes críticos de plantão" reclamando  por este erro de apreciação. Ainda bem  que os  elogios pelos sem números de acertos foram de boa monta, também. Nem só de injustiças se move o Turfe.
O que precisa se entender é que quem se compromete, um hora vai errar. Claro está, que se o comprometimento vier com um índice alto de informações que não se confirmam posteriormente, então melhor não se entrevistar mais este treinador como subsídio.
Voltando aos catedráticos, gostaria de deixar abaixo, principalmente para aqueles que se acham sábios na matéria e que gastam 30 minutos semanais no estudo da revista (minha crítica não é contra quem estuda pouco e sim contra quem estuda pouco e tem pretensão de achar que catedrático todo mundo é),  o que eu penso que seja uma tentativa de se chegar a cátedra:

1) Ler a revista "quase" todo mundo sabe. Tem gente que não sabe. Processar a informação recebida,  fazendo correlações pertinentes em busca da luz, já é tarefa para poucos.
2) Se você acha que a revista basta, está redondamente enganado. Replays à exaustão, confrontamentos estatísticos, anotações de prejuízos,arquivo de comentários sobre percursos mal feitos ou sobre cavalos favoritos que tiveram tudo a favor e mesmo assim não venceram, maneira como os animais atingiram a vitória, pesquisas na internet sobre eventuais estreantes penqueiros que não constam do retrospecto, estudo do pedigree dos estreantes, correções nas falhas constantes da revista. Tudo isso em busca de aprimoramento.
3) Aí vem a parte mais complicada. Descobrir em páreo de mesma enturmação, quais foram os mais fortes. Utilizar o parâmetro que terá maior peso na apreciação de determinado páreo. Tirar proveito das peculiaridades de uma pista (elas mudam ao sabor do vento). Aproveitar o cânter para descobrir o estado físico dos animais. Diferenciar o trigo do joio, sobre eventuais informações recebidas. Parece complexo e, aqui, o que parece é.

Para os que  descobrem  seus favoritos em poucos minutos de profundo estudo, como se fosse jogo de soma e subtração (vem de quarto, depois de segundo, agora ganha), deixo a minha perplexidade e a certeza de que, se os resultados financeiros forem positivos, tratar-se de gênio da matéria. A matemática é apenas um dos ingredientes que ajudam a aclarar o assunto que é de enorme densidade.

Lembrando que os que, por ventura, se pautarem pelas dicas acima, farão apenas uma tentativa de aprendizado, o certificado só vem na maestria de processar adequadamente as informações obtidas. Ao mesmo tempo, ter a percepção de que neste jogo, dado a complexidade, maestria significa conhecimento raso e superficial, tantas são as infindáveis possibilidades de combinações de fatores e parâmetros que se pode fazer.
Como já dizia meu querido pai Juca (seria um alter ego da vó Adelina?!): turfe é  areia movediça, onde a sabedoria está no fundo, chegar até lá e percebê-la é tarefa penosa; sair de lá, trazendo-a a reboque é um dos doze trabalhos de Hércules.

03 agosto 2010

Com que roupa eu vou, pro samba que você me convidou

Nesta semana tivemos mais um GP Brasil e como de hábito, comento muito pouco sobre as provas em si. Em uma frase apenas, diria que Desejado Thunder e Too Friendly (espero que desta vez passe no exame) destoaram novamente da parceirada. Atualmente, são as nossas aves raras.
O que me deixou contente foi saber que, desde o GP São Paulo, muitos internautas que  mantinham contato apenas pelo Blog, puderam estreitar laços mais profundos ao se conhecerem pessoalmente. Se esse espaço, que tem como mote o turfe, consegue também ser um pequena mola para o congraçamento de turfistas, que mais posso querer eu. Já estaria contente com isso, mas tem mais. Na medida que o pessoal entende do assunto, as indicações ajudam demais àquele turfista que vem aqui para alicerçar o seu estudo e nesse GP Brasil o pessoal caprichou. Várias pules interessantes, saindo da obviedade de simplesmente marcar os favoritos. Por isso, gostaria de agradecer as participações dos nossos catedráticos: ao Anônimo do RS, ao Americano, ao Alex Republicano, ao De Longe, ao Gustavo, ao João Camargo, ao Josias, ao Leo Valqueire, ao Mariel, ao Marquinhos (sumido), ao Miranda, ao Veloso, ao Vergano,  e a todos Anônimos (numerólogos, tarólogos, estelares),  me perdoem os que não citei, pois é fato que a memória vai enferrujando e lembrar nomes nunca foi meu forte, meu muito obrigado. Saibam que a vossa participação é o lasix e as vitaminas do Turfemania.
Para terminar, gostaria de começar um debate sobre o assunto bem polêmico que é o traje adequado para se ir aos Jockeys Clubs. Sabemos serem locais tradicionais, avessos a modernidade e, aproveitando o caso Gustavo, e também sabendo que a turma daqui é mais pela liberação geral, faço o papel do capeta e deixo as seguintes questões:
1- Se o Gustavo pode ir de Darth Vader, todo mundo pode ir do jeito que quiser?
2- O que deve poder e o que não deve poder? Libera-se tudo, até as famosas havaianas?
3- Seriam o fim da pompa e do glamour, associadas ao esporte, desde que o turfe é turfe?

Aí nesse lote de perguntas, caberiam mais umas cem.  O tema mexe com moralidade, porque vejam: de fantasia de Darth Vader, para uma de índio, teoricamente não há diferença, a não ser na quantidade de roupa. Mas tenho certeza que de índio o Gustavo não tiraria foto da vitória, seria interceptado bem antes do Winner's Circle. Por outro lado, tenho certeza também, que se outro turfista for de índio e barrado, ele tem todo direito de contestar: - A dele pode e a minha não?
Vamos lá senhores, opinem, mas opinem sem levar em conta a amizade com o Gustavo, trata-se apenas de saber o que pode, e o que não pode, em termos de vestimenta em um hipódromo.

21 julho 2010

O incrível caso do cavalo Too Friendly

Transcrevo o comentário que Roberto Morgado Junior mandou ao Raia Leve dando a versão dele dos fatos e esclarecendo outros, sobre o rumoroso caso de doping do cavalo Too Friendly. Sei que entre os nossos leitores temos pessoas aptas a esclarecer mais o assunto. Mas o que este escriba bradava, foi atendido. Alguém, responsável pelo animal, deu as suas explicações. Comentários sobre doping sem conhecer os fatos é complicado de se dar e mesmo depois da versão do treinador continuo me abstendo de tecê-los. A explicação é simples: não tenho dados suficientes para fazer um julgamento justo. Leiam  as palavras do treinador:

O suposto "Dopping" de um craque

Too Friendly é um animal de exceção com extraordinário potencial.

A sua campanha conosco:

Venceu um páreo de turma nos 1.600 metros na grama, de forma fácil em ótimo tempo.

Em seguida, foi para a Primeira Prova da Tríplice Coroa, onde dentre 18 boxes, apenas o seu não abriu, e ele teve que forçar para largar, com isso ficou na última posição até traçar na reta final uma diagonal para linha 15, conseguindo assim a passagem e o segundo lugar, por menos de um corpo para Sal Grosso (ganhador do GP São Paulo).

Na Segunda Prova da Tríplice Coroa, fomos pegos de surpresa por uma chuva devastadora de domingo para segunda, que encheu várias cocheiras e levou toda a areia da raia do Centro de Treinamento que ficou dois dias sem poder ser usada. Ele teve que correr sem aprontar e na corrida sangrou grau II, perdendo nos últimos metros para o animal To Nem Aí (um dos favoritos do GP Brasil), por pequena diferença.

Portanto, para nós não foi nenhuma surpresa seu maravilhoso desempenho em São Paulo. Com ótimos cascos e totalmente são não hesitamos em corrê-lo desferrado.

Para a Milha Internacional Paulista tinha um trabalho de 89s em 1400 metros com sobras. Seu jóquei Luis Duarte, afirmou após o trabalho que seria muito difícil sua derrota.

Depois de confirmadas todas as expectativas, fomos atropelados pela notícia de que o animal apresentou anormalidades no exame. Na contra prova apareceu um nanograma de metilprednisolona, ou seja, um bilionésimo do grama de uma substância usada para infiltração ou estado alérgico, e que o animal nunca precisou. Felizmente ele é um animal totalmente sadio.

Já que a coleta é feita por uma só pessoa, que naquela prova teve que coletar de cinco animais ao mesmo tempo, em busca de explicação, foi pedido para ser feito o DNA da urina para ver se poderia ter havido uma troca, o que nos foi negado.

Depois de tudo, Too Friendly trabalhou 1800metros - 117s, o que nos levou a pedir para o seu proprietário que nos deixasse inscrevê-lo novamente, mesmo sabendo que ele era contra a exposição do cavalo.

Com a afirmação de que o cavalo ganharia pela sua superioridade, ele acabou aceitando, para nos dar uma chance de provar que não tinha sido por acaso que ele tinha ganhado daquela maneira.

Mais uma vez Too Friendly sagrou-se vitorioso, ficando a 6/10 do recorde mundial da distância a puro galope.

Qual não foi nossa surpresa a receber a notícia de um resultado idêntico ao da corrida anterior, de anormalidade no exame, com a mesma substância e quantidade igual.

Acredito no trabalho da Dra.Marcia Camargo e sua total isenção.

Apesar de ser leigo no assunto em questão, procurei me informar com pessoas capacitadas e pude constatar que existe a possibilidade remota, de um animal extremamente nervoso como ele é produzir altos níveis de hidrocortisona (endógeno) que sendo semelhante à metilprednisolona poderia causar confusão na leitura.

Sei que a Comissão de Turfe do Jockey Club de São Paulo que é composta pelo presidente Dr.Nereu Ramos e demais membros é de total seriedade e senso de justiça.

Por outro lado também, sei que o animal nunca esteve em contato com essa droga, justamente por se tratar de um animal totalmente sadio.

Em virtude disso, foi pedida a chance de fazer um exame comparativo, em qualquer laboratório determinado pelo juiz que concedeu a liminar.

Para aqueles que se alegram com os problemas alheios mais que com suas próprias conquistas, devo dizer que estou com a saúde bastante debilitada em virtude de toda essa tortura que venho passando por esses dois meses.

Roberto Morgado Junior

08 julho 2010

Too Friendly

Não me lembro de um cavalo ganhar duas provas de Grupo I e ser desclassificado de ambas por doping. Too Friendly é esse animal que vai ficar marcado, mesmo que prováveis sucessos venham a ocorrer em sua carreira. Mais do que prováveis, pois a não ser que tenha sérios problemas que milagrosamente somem com a seringa, não há como pensar que sem a mesma, não continuaria ganhando, talvez não com a pasmosa facilidade do GP Presidente da República e do GP ABCPCC, mas vitórias, sem dúvida. Vai ao Festival do GP Brasil e onde seja inscrito, milha ou milha e meia, vai ser o favorito. Duro de mandar contra. O que precisava ser melhor explicado neste e em todos os casos de doping é:

a- o que foi ministrado e quanto acima do tolerado.
b- sei que explicação é para porteiro, mas abraço essa nobre profissão para que seja dado por todos os reponsáveis (treinadores e equipe) as suas versões dos fatos. A maioria das vezes, quase 100%, juram inocência. Mas, especificamente com o Too Friedly, duas vezes seguidas caindo na contraprova, a história tem que ser muito boa.

Importante também é que depois de confirmado o segundo doping, os responsáveis por este que atualmente é o haras mais importante do Brasil, elucidem para toda comunidade turfística, o que aconteceu e que providências serão tomadas para que isso não venha ocorrer novamente. Duas das provas mais importantes do Calendário brasileiro ficaram manchadas e algo precisa ser feito. O sigilo adotado até aqui é prejudicial para o Turfe.

02 julho 2009

Cricri

Primeiro vamos a definição do que é Marcos Rizzon: jornalista diplomado, mas que nem por isso deixa de ser medíocre (já viram ele fazendo entrevista em espanhol? Cômico). Tem um jornal, que se diz de turfe, mas que no fundo é de Clube, mais precisamente do JCSP. Vê problemas graves em todos os Jockeys brasileiros, mas não consegue ver nada que desabone o Jockey paulistano. Reforma da grama da Gávea, falou mal; finanças do Cristal e idoneidade dos seu dirigentes, falou mal. Na briga, JCSP X JCPR, quem estava errado era o Paraná que iria perder e muito com o fim da parceria. Coincidentemente, a partir daí, seus dirigentes estão sempre olhando de cara feia para ele, segundo suas próprias palavras. Da enorme lista de problemas do clube paulistano, silêncio profundo: iluminação, nada; divídas que não são  abatidas há muito tempo e que passam com folga a centena de milhão, nada; prêmios rídiculos, nada; infra-estrutura em ruínas, nada. Qual seria o motivo de nunca relatar nada disso em seu Jornal? Só falta dizer que é para o bem do Turfe...
Mas não é só no campo clubístico que ele enxerga "problemas", apenas onde quer. Como é metido a marcador e isso deve ser muito importante para ele, de outra forma porque passaria pelos seguidos vexames de expor ao público turfista os seus péssimos prognósticos, tem uma inveja danada de quem marca melhor do que ele. Perceberam que na crônica ninguém presta, sobrando apenas a equipe da TV Jockey, capitaneadas pelo brilhante Fernando Pinheiro, para os seus rasgados elogíos. Recalque puro, nem ele sabe que tem, mas tem. Querem ver o que esse recalque faz. Olhem essas notas que saíram na edição desta semana do seu jornaleco, já com meus comentários logo a seguir:
* GENÉRICO - Uma semana após reinventar o idioma Português, o jornal-genérico repetiu a dose no editorial, agora trocando alhos por bugalhos na hora de grafar o nome de conhecido dirigente. Parabéns, assim vai longe!
Aqui não se trata de inveja e sim de medo. Medo de perder uma parte dos seus anunciantes em um futuro próximo. Chamo a atenção que o jornal do Roberto Micka está com dificuldades de circular em Cidade Jardim, sabe-se lá por pressão de quem.
* LARANJAS (I) - As medidas tomadas no Concurso de Prognósticos do Jockey Club de São Paulo para inibir a ação nefasta dos laranjas começam a surtir efeito. O número de inscrições no torneio Aberto diminuiu bastante, melhorando a qualidade e o nível da participação.
Gostaria de dizer que as medidas tomadas não inibiram a participação dos meus laranjas e como esses laranjas são responsáveis por mais da metade dos vencedores da totalidade dos Torneios que já houve, é provável que desta vez não seja diferente. O pior é que, no desespero por não deixar subir nenhum nome que tenha algo a ver comigo ( o problema deles não é com laranja, pois até subiu uma para o Master agora, é com as minhas laranjas), a burrice dos organizadores é de tal monta, que no desespero de não promover um laranja meu , catam qualquer nome, quase sempre laranja também e o promovem para o Master... Agora, o primor é essa frase " melhorando a qualidade e o nível da participação" . Os meus laranjas agradecem tanto pela "qualidade", como pelo "nível".

* LARANJAS (II) - Desnorteados, os laranjas tentam se reagrupar em site e blog, criando concursos tão desmiolados quanto à cabeça de seus mentores. E por falar em laranjas, só faltou a participação do Número 1 deles, Dario Bezerra de Menezes, para coroar de êxito a alucinação...
Me orgulho de organizar um Concurso, que sem divulgação nenhuma, obteve quase trinta inscritos, sem laranjas, bem ao contrário do Regulamento do Concurso Aberto do JCSP, que permite a participação de, aí sim a palavra certa, genéricos: é apelido, fake, laranja e etc. Não sei porque reclamar, o regulamento permite tudo. Mas voltando a inveja, olha ela aí de novo. O que você, Marcos Rizzon, tem a ver com um Concurso que eu organizo. Se é "desmiolado" e "alucinado", o que eu poderei dizer do seu jornal, que fez questão de dar nota sobre o referido? Como já exposto mais acima, o recalcado não sabe que carrega o recalque dentro de sí...
* EM TEMPO - Eu achava que a última edição tinha sido a melhor de 2009. Depois de pronta, relendo-a, vimos que algumas notícias publicadas em VERDADEIRAS saíram repetidas nas ÚLTIMAS. Preciso de FÉRIAS... URGENTES!!!
Falsa modéstia. Não raro, lê-se artigos em que ele se auto elogia. Para finalizar, quem precisa de férias urgentes da sua pessoa é o Turfe. Mais um ano e meio e o Jornal do Turfe vai mudar de nome: Jornal das Retas. É só isso que vai sobrar para você ao final da gestão do Novo Jockey. Aproveita as férias e vê se larga de ser pentelho. Os erros do seu jornal aumentaram na proporção em que você se preocupou com a vida dos outros.

03 junho 2009

Ainda a desclassificação

1- O fato que tem gerado polêmica mas que nunca serviu de base para minhas considerações sobre o tema da desclassificação, que é o dos membros da parelha não pertencerem ao mesmo dono é um assunto à parte. Pelo que li no Turfe Polêmica, no Registro de Proprietário, que o Paulo Otero nos informou ser o único documento válido para se formar uma parelha ou não, ainda consta um nome comum aos dois Studs. Assunto encerrado.
2- A maioria dos comentários sobre a desclassificação da Condor Habitat, pediram também a desclassificação da Clueless. Os motivos são: sempre foi assim , na Gávea é assim, nunca viram isso antes e por aí vai. Isso tudo não importa, o que importa é o que diz o Código Nacional de Corridas e se tiver alguém que me mostre que toda vez que se julgar procedente que um determinado cavalo de uma parelha prejudicou um outro e que a partir deste fato comprovado é obrigatório que se desclassifique o outro componente desta parelha, fiquem à vontade para me mandarem este artigo via comentário. Quem elaborou o Código tinha com certeza o dom de se fazer entender e se de fato a interpretação fosse a de desclassificar sempre, ambos os componentes, a redação não seria esta:
§1º - Será também desclassificado de acordo com o “caput” deste artigo o cavalo que tiver obtido colocação em consequência da ação irregular de outro, desde que ambos pertençam ao mesmo proprietário ou co-proprietário.
E sim esta:
§1º - Será também desclassificado de acordo com o “caput” deste artigo o outro cavalo da parelha, desde que ambos pertençam ao mesmo proprietário ou co-proprietário.

Prestem atenção, o que o Código pede para os Comissários é justamente que observem o páreo e vejam se o outro cavalo da parelha obteve melhor colocação devido ao ilícito praticado por seu faixa. Então, subjetivamente falando, acredito que Clueless, em consequência da ação irregular praticada por Condor Habitat para cima de Little Melody, iria continuar ganhando o páreo realizado nesta segunda-feira que passou
Antes que eu me esqueça: para mim, nem a Condor Habitat deveria ser desclassificada, uma vez que o prejuízo sofrido pela Littlre Melody , sempre subjetivamente, foi mais encenação do jóquei que qualquer outra coisa.
Ainda sobre se prefiro tanto subjetivismo ao julgar, ou se sou adepto do "relou desclassificou", sou mil vezes a favor do subjetivismo. Se tem uma coisa que não deixou saudade quando o Alessandro Arcangeli foi Diretor Geral de Turfe, era o rigor espartano que havia nos julgamentos por parte dos Comissários. Houve casos de cavalos relarem levemente em um outro que ponteava na entrada da reta e esse tirar quinto a mais de cinquenta metros atrás do vencedor e passarem o vencedor para sexto. Foram inúmeros casos parecidos com este. Bom-senso ou mau-senso é preferível a isso.

02 junho 2009

Desclassificação de parelhas

Mais uma sugestão do Paulo Otero, de que comentássemos a desclassificação de Condor Habitat e a não desclassificação de sua faixa Clueless, no quinto páreo da noturna de Cidade Jardim. Primeiro , quero deixar claro que o Código diz que em caso de falta de peso ou doping de um dos componentes da parelha, o outro componente será desclassificado para as últimas posições igualmente, todavia vejamos o que diz o C.C com respeito a prejuízos causados por um dos integrantes de parelhas.

Art. 159 – Todo o cavalo que obtiver colocação embaraçando a livre ação de qualquer dos competidores na reta de chegada, seja por movimento espontâneo, por partido ilícito do jóquei ou ainda por imperícia deste, será desclassificado da colocação obtida para imediatamente posterior à do cavalo prejudicado, desde que do embaraço direta ou indiretamente, advenha alteração no resultado do páreo. §1º - Será também desclassificado de acordo com o “caput” deste artigo o cavalo que tiver obtido colocação em consequência da ação irregular de outro, desde que ambos pertençam ao mesmo proprietário ou co-proprietário.

Fica claro que o que está escrito acima, joga para os Comissários a decisão de se o prejuízo favoreceu o faixa ou não. Clueless iria ganhar ou não, sem este fator? Portanto, estamos diante da visão subjetiva dos senhores juízes. Então, me ponho na pele de Comissário e dou a minha versão sobre os fatos:
1- Condor Habitat e Little Melody entram emparelhas na reta e dos quinhentos aos trezentos metros, a segunda traz sempre vantagem de aproximadamente um pescoço sobre a primeira; dos trezentos aos duzentos essa vantagem some e bem em cima desta seta a vantagem da defensora do Haras Phillipson já é de cabeça e vai aumentando progressivamente a ponto de que na hora do "lance" objeto da discussão, a vantagem ser de aproximadamente um corpo.
2- Agora o lance e seus desdobramentos: primeiro, é fato que Condor Habitat se joga um pouco para dentro e as possibilidades que surgem daí são três:
a- realmente houve o estreitamento de passagem e o piloto de Little Melody foi obrigado a levantar e possivelmente perdeu a terceira colocação por conta disso (a Comissão julgou corretamente).
b- houve o estreitamento de passagem, mas não o suficiente para que o piloto de Little Melody deixasse de instigar sua pilotada e o sofreameto de sua conduzida foi mais uma "cena de cinema" para ver se cola , posto que a mesma ja vinha sem ação nenhuma, e angariar posições através de atitude ilícita ( neste caso, haveria erro da Comissão por efetuar a desclassificação).
c- a terceira hipótese seria tudo que aconteceu na hipótese "a" , mas achando-se que a Little Melody ainda poderia voltar e ganhar o páreo ( a Comissão erraria aqui, por não ter desclassificado também a Clueless).

Deixo para os leitores comentarem e se quiserem escolherem a letra que mais se enquadra com sua maneira de ver o páreo. A minha, embora as entrelinhas já me delatem, conto nos comentários.
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