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26 novembro 2015

A Máfia do Relógio

Stud Figuron & Varanda
Em tempo de Mega Senas sob suspeição de manipulação, começo a desconfiar que também nas corridas há uma máfia, a "Máfia do Relógio".
É um chiste, claro, nenhuma Máfia se meteria com corridas de cavalos neste momento, já que a  atividade tende a estagnação.
Mas... que o dedão do cronometrista da GV esteja quebrado, nós até podemos desculpar, mas em CJ não poderia dar tempo errado (ou será que o cronômetro eletrônico quebrou de vez). Tirei algumas marcações com erro, em um caso, mais de um segundo de diferença. Desconfio que quem se baseia pelo cronômetro está quebrando ao apostar.

04 março 2015

Força bruta ou técnica?

Stud Figuron & Varanda
Na disputa entre Pianella (W.Blandi) e Discovery Eyes (N.Cunha), oitavo páreo de sábado em CJ, a primeira levou vinte e cinco chicotadas durante a reta, algumas, com bastante violência. A segunda teve sete chicotadas durante a reta, todas direcionadas para a anca do animal.
Neste caso, o manual foi contrariado: sempre ouvi dizer, que sete chicotadas na reta são o que se pode chamar de ideal, para que o animal possa render tudo o que sabe. A pilotada do Blandi parecia morta na entrada da reta, ele surrava e a a do Cunha emparelhou fácil e dominou. Ele continuou a surrar com veemência, a potranca esboçou reação, o jóquei apelou mais e mais para o lâtego, enquanto o Cunha apenas fazendo o indicado. Resultado: a força bruta venceu a técnica. Qual é a opinião dos senhores?
Deixo o replay para ajudar.
https://www.youtube.com/watch?v=yr5lVjRTPnE

10 fevereiro 2015

Interpretar o tempo

Stud Figuron & VarandaGosto de comentar sobre diferenças de tempos entre provas. Dito isto, observemos as marcas cronométricas dos dois páreos para a nova geração no sábado em Cidade Jardim. Uma prova para produtos, a outra para potrancas. As duas na distância de 1100 metros.

O potro, Pioppo do Stud Petisco, vencedor da primeira prova, encheu os olhos de quem viu a corrida. Vitória fácil em 66:18 com seu piloto fazendo posição nos metros finais.

Já a potranca, Joy Of Heart do Stud Engenho Bom Nome, ganhou bem, dominado a carreira nos 400 e fugindo para o vencedor. Mas há que se fazer menção que dos duzentos ao disco sua ação foi para lá de débil. Tempo sofrível de 68:04. Por mais que transijamos pelo fato de ser a primeira atuação das potranquinhas, este tempo não credencia o páreo em futuras análises de comparação.

Agora vamos ao atenuante: os duzentos finais de Pioppo foram incríveis 11.99, os duzentos finais de Joy Of Heart congelaram em 13.63. Levando-se em conta que diferença de tempo global foi de cerca de 1.8s e que esta mesma diferença nos duzentos finais foi de  1.6 é de se supor que  se a corrida fosse apenas de 900 metros, estaríamos aqui comentando a grande estreia desses dois nomes da nova geração.

Ficam dúvidas a serem solucionadas  a posteriori:

a) Joy Of Heart é "parona "ou apenas faltou preparo para uma distância um pouco maior. Temos que lembrar que agora é que eles começam a pegar condicionamento.
b) em um futuro embate entre os dois, será que a diferença seria a de mais de dez corpos?  Na simples subtração do cronômetro, esta é a diferença entre os dois.


O que o turfista acha. Quero opiniões.

06 fevereiro 2015

SE

Stud Figuron & VarandaSE eu correr contra uma tartaruga, vou parecer um coelho. SE eu correr contra um coelho, vou parecer uma tartaruga.

Dito isso, vou relembrar mais uma vez aquela celeuma da percurso do Domingos no Paint Naif. Por tudo quanto conhecemos de turfe, o jóquei teve percurso mais do que perfeito (curva sempre raspando a cerca e passagem livre na reta de chegada também por dentro). Estas regras que são sabidas por todos os estudiosos, por uma declaração do proprietário, logo após o páreo, foi praticamente esquecida por quase toda a coletividade. O titular do Haras São Francisco da Serra disse "tinha que ter vindo por fora na reta". Pronto, bastou esta frase para que tudo o que sabemos sobre percursos de corridas de cavalo fosse jogado as traças. A frase é que virou regra. O jóquei foi acusado de ter montado pessimamente, mesmo que meus olhos, que ainda veem, dissessem o contrário. A verdade ficou  toda no juízo  do proprietário, como se ele, por ser dono do cavalo, tivesse a unanimidade de um Deus nas suas assertivas.
A assertiva que pode ser a correta neste caso, eu disse pode ser, já que nada é definitivo é:
O cavalo Paint Naif PODE SER que se acovarde vindo por dentro, então, PODE SER que, SE tivesse vindo por fora e perdendo terreno (quem vem por fora perde terreno, isto é definitivo), sua atuação fosse melhor.
 Mais: não façam regras definitivas tendo como base uma atuação. Ou seja, bastou o cavalo ter vindo por dentro e não ter ganho a corrida para que todos soubessem que ele só rende vindo por fora. Qualquer cientista que testa "n vezes" suas descobertas, gargalharia.
Mais: me parece que depois de todo o imbróglio, o jóquei convidado para montar Paint Naif na Segunda Prova da Tríplice Coroa foi... Sim o apedrejado, Altair Domingos.


                                             *

Algo parecido ocorreu neste fim de semana. O potro Casual Affair, que parece ser muito bom, correu na areia, reaparecendo. Ganhou por longa margem, embora tenha sido solicitado pelo Lavor, até perto do disco. A vitória foi muito bafejada, afinal voltando de parado, na areia, sendo um Shirocco, é de se esperar que venha a dar trabalho à parelha do São Francisco da Serra na segunda prova da Tríplice Coroa.

Já o menos bafejado Bebê Real (parece ser mais de areia), um páreo antes, fez tempo quase dois segundos melhor, pelo meu cronômetro. Sendo que Canto Aberto chegou grudado e Carismático, voltando de parado também e largando mal, fez terceiro. Ora, estes dois últimos,  Canto Aberto e Carismático,ótimos gramáticos,  também vão a  Segunda Prova da Coroa Carioca. Os dois fizeram melhor treino, se é que podemos considerar estas duas corridas como preparatórias, que o Casual Affair, mas, no entanto, o que vale como regra é o "Mise-en-scène" que se faz das informações que recebemos. SE tivessem juntado as duas provas e corridos juntos, essa impressão por certa não existiria.

No oba a oba, já sabemos de antemão quem vai ser a segunda força no Francisco Eduardo de Paula Machado.

10 junho 2014

O parâmetro mais importante em Cidade Jardim

Reparem nestes dois páreos corridos segunda-feira em Cidade Jardim:


5º PÁREO (1188) - 1600 M - GP-6 R$7.000,00
Produtos de 3 anos até 2 vitórias - (C)

 

 1 VALENTE DAVID               U.SILVA Ap3               51     9,00 1:36.235      1
 2 SAMPRAS                     L.HENRIQUES               54     7,90 1:36.398      1
 3 HAZARD                      J.GULART                  53     6,70 1:36.436      1 1/4
 4 SECRET BUCK                 A.QUEIROZ                 54    14,90 1:36.809      3 1/4
 5 FERROLHO                    A.L.SILVA                 54    20,40 1:37.042      4 1/2
 6 KODA                        J.MOURA Ap2               55     4,50 1:37.111      5
 7 XUCRO                       V.LEAL                    57     2,70 1:37.177      5 1/2
 8 FRANCO ATIRADOR             R.MAIA                    54     3,30 1:38.630     14 1/2

- Tempo : 1´36´´235 

- Finais : 400m 24:096 / 200m 12:361
- Vencedor : ( 8 ) 9,00
- Exata : ( 8-2 ) 102,30
- Places : ( 8 ) 6,90 ( 2 ) 3,70
- TRIF.ACUM ( 8-2-7 ) 1.528,00
- QUAD.ACUM ( 8-2-7-1 ) 2.862,00
- Proprietário : STUD J R F
- Criador : HARAS PONTA PORÃ
- Treinador : V.S.LOPES
- Filiação : SILENT NAME (JPN) e JOAN´N DAVID
- Movimento : R$ 49.439,00
- A Trifeta e a Quadrifeta ficaram acumuladas.




6º PÁREO (1189) - 1600 M - GP-6 R$7.000,00
Potrancas de 3 anos até 3 vitórias - (B)

 

 1 COTOVIA DO FAXINA           U.SILVA Ap3               49    22,20 1:36.836      3 3/4
 2 HAZELBERRY                  A.MESQUITA                53     3,80 1:37.460      3 3/4
 3 CAPIVARI                    G.RIBEIRO                 51     8,60 1:37.511      3 3/4
 4 FLANÁTICA                   A.L.SILVA                 54    13,90 1:37.743      5 1/4
 5 INFORMAL CONCERT            J.MOURA Ap2               49    20,30 1:37.956      6 3/4
 6 CHRIS BELLA                 JEANE ALVES               53    13,90 1:38.016      6 3/4
 7 BABY BLOOM                  J.GULART                  52     2,60 1:38.029      7 1/4
 8 SPAGHETTI                   V.LEAL                    57     4,40 1:38.982     12 3/4
 9 BO DEREK                    W.BLANDI                  52    11,70 1:39.474     15 1/2
10 ESMERALD PEACE              V.SOUZA                   57     6,90 1:40.562     21 3/4

- Tempo : 1´36´´836 

- Finais : 400m 25:512 / 200m 12:995
- Vencedor : ( 5 ) 22,20
- Exata : ( 5-6 ) 452,80
- Places : ( 5 ) 6,80 ( 6 ) 3,00
- TRIFETA ( 5-6-9 ) 2.463,00
- QUADRIFETA ( 5-6-9-2 ) 9.366,00
- Proprietário : HARAS FAXINA
- Criador : HARAS FAXINA
- Treinador : N.SOUZA
- Filiação : TOP HAT e JUJU WILLIE
- Movimento : R$ 58.847,50 








Não é apenas semelhança o fato de terem ganho animais que foram mais leves. Há tempos que venho alertando para o nivelamento de forças entre competidores, fazendo com que turmas ditas quase clássicas, tenham resultados como o explanado a seguir:


1) No quinto páreo, para Produtos de 3 anos até duas vitórias, venceu o Valente David, potro que havia abandonado o perdedor em sua última atuação. Não é apenas uma simples melhora de performance, são as enturmações que já não correspondem àquela visão anterior. Notem que Secret Buck, que havia ganho um claiming sem vitória, extremamente fraco, foi quarto colocado. Notem, também, que o Top-Weight, Xucro (corria claimings e não ganhava, de repente se acertou e ganhou duas, se "potro bom" da noite para o dia), foi o penúltimo colocado. Koda, também de duas vitórias, foi o antepenúltimo.

2) No páreo de potrancas, estamos falando de uma prova para 3 anos até 3 vitórias, teoricamente um semi-clássico. novamente a mais leve, Cotovia do Faxina, foi parar no topo do placar. O retrospecto não ajudava, já que ganhou um perdedor para lá de fraco em sua penúltima atuação. Percebam que ela também já chegou atrás de Informal Concert (corredora de claiming, que abandonou o perdedor recentemente ao ganhar uma prova dessas). As potrancas que tinham 3 vitórias, Spaghetti e Esmerald Peace, foram último e antepenúltimo. A já citada Informal Concert, conseguiu uma colocaçãozinha, mesmo sendo uma frequentadora contumaz dos piores claiming da idade.

A conclusão óbvia e ululante é que o fator peso, dado a esse nivelamento, é o parâmetro que mais decide carreiras em Cidade Jardim. 
Não quero ser tão alarmista quanto um médico turfista e amigo, que me confidenciou a seguinte pérola: "Aron, hoje em Cidade Jardim, o original são os clássicos, os genéricos são as provas de turma, e o similar são os claimings", mas que "c'est toute la même chose", isso é.

28 janeiro 2014

Evolução ou marcha-ré

Stud Figuron & VarandaCada vez mais se comprova que as diferenças de poderio locomotor entre os animais clássicos, comparados com claimistas e sem vitória diminui drasticamente. Falo de Cidade Jardim, hipódromo em que pelo menos, dado a este fato, temos grandes emoções nas corrida, pois os competidores costumam chegar embolados ao disco.

Sempre creditei esta pouca diferença a um declínio de bons ou estupendos corredores, mas talvez o Sergio Paiva tenha razão: a diferença decorre do fato de cada vez termos uma melhor criação, com investimento em belos garanhões e os fracos evoluíram a um ponto que fica difícil perceber os ruins, talvez eles tenham sumido. Todos são bons. O único senão a contrapor é que na GV essas diferenças existem...

Para exemplificar com páreos que correram esta semana:

1) Na terceira prova de domingo, para produtos de 3 anos sem vitória, havia duas potrancas que tinham corrido, na atuação anterior a esta, prova de grupo II, Ula De Lorena e Moça De Birigui. A Ula De Lorena, inclusive, perdeu esta prova de grupo, por meia cabeça, no entanto não fez pedra no sem vitória (pouco importa se teve percurso contra, talvez um grave problema veterinário explicasse a atuação). Mas para confirmar temos a Moça de Birigui (mesmo com bela vantagem no handicap), esta também não venceu a prova, embora tivesse chegado em terceiro.

2) Bem Bão, cavalo que já frequentou claiming há pouco tempo e que em sua penúltima apresentação chegou a quatro corpos em páreo de quatro anos até 1 vitória, correu no segundo páreo de sábado. Vallin, animal que já ganhou alguns Clássicos (tem vitória em GIII), foi o vencedor por pequena margem. E quantos corpos atrás chegou o Bem Bão? Os mesmos quatro corpos...

3) Voltamos ao domingo na abertura da programação, um três anos até 1 vitória. Tínhamos uma pule baixíssima em Senatore, mercê de uma quarta colocação a dois corpos para Outlook e e Bossoftheboss em uma Prova Especial. O pupilo de Sergio Dorneles não conseguiu confirmar, também, chegando na segunda colocação. Detalhe: a terceira colocada Hades Of Love, depois de frequentar claimings perdedores por três vezes, ousou a sorte nesta prova e a ousadia não foi em vão, chegando na terceira colocação.

Opinião dos membros. O que vocês acham. A evolução diminui as diferenças, ou est

06 novembro 2013

Um vídeo sensacional que mostra a diferença

Recorro novamente ao ritmo de corrida. Neste último ano fiz algumas postagens com o tema e acho que até o final dos meus dias (ou pelo menos enquanto houver o Turfemania) irei continuar abordando este assunto repetidas vezes, posto que são inesgotáveis  suas nuances e finesses. Aquele que é estudioso da matéria, por certo irá encontrar subsídios para uma melhor compreensão deste parâmetro nas linhas abaixo.

Lembro que no último GP São Paulo houve um certo alvoroço, pois o ganhador, Gober, fez um tempo quase três segundos pior do que o São Paulinho, vencido por Mitológico. Ora, três segundos são cinquenta metros, o que significa dizer que, se o relógio fosse senhor de toda a verdade, a totalidade dos competidores anotados nesta prova, ganhariam do pujante vencedor da maior prova do turfe Paulista. Esta hipótese certamente não iria se traduzir em assertiva verdadeira se todos os competidores das duas corridas, corressem a mesma prova.

Isso nos faz pensar até que ponto é importante o parâmetro tempo e em uma postagem anterior cheguei a dar a distância da milha como um divisor de águas no significado deste fator: para distâncias iguais ou abaixo da seta dos 1609 metros, o parâmetro tempo talvez seja um dos mais importante na análise das corridas. Para cima disso,  começa a perder força, a medida que o ritmo de prova começa a ditar os acontecimentos.

Neste último domingo, na Gávea, houve duas provas na distância dos dois quilômetros:
1) o quarto páreo, para éguas de 4 anos até uma vitória e  de 5 anos até duas vitórias. Foi vencido por Lenha Nobre.
2) o sexto páreo, para produtos de 4 anos até duas vitórias, de 5 anos até 3 vitórias e de 6 e mais anos até 4 vitórias. Houve empate entre Macis e Cape Cod.

Embora sendo contradito pelos recentes sucessos das éguas nas principais provas do Turfe Mundial, é fato consumado pela estatística, que machos correm mais que fêmeas quando comparadas as mesmas enturmações. Corredores com maior número de vitórias, também estatisticamente falando, fazem melhores tempos do que os que tem menos vitórias. O que nos levaria a uma previsão de tempo de  melhor para os animais anotados no item 2.

Para se ter uma ideia da dimensão de quão importante o fator "train de carreira" é importante, daremos os tempos das duas provas também em destaque:

1) As éguas correram para 2min02s61.
2) Os machos fizeram para a mesma distância 2min07s18.

Entre perplexo e incrédulo, a primeira coisa que fiz foi ver se não havia nada errado na marcação. Conferi, reconferi e estava tudo certo, foi isso mesmo, quatro segundos e meio melhor para o páreo, na teoria, mais fraco. Aqui é importante lembrar um dos poucos axiomas que considero verdadeiro e que funcionam para 95% dos páreos: provas em que os competidores formam uma extensa fia indiana até a entradada reta, tempo bom no relógio: provas em que a diferença do primeiro para o último não passa de três corpos, com o pelotão formando um "bolo" coeso, é sinal que a marca vai ser sofrível.

Com o trabalho do Sr. Jayme Quadros (me poupou uma tarde de labuta,rs) vejam como ficou a edição das duas provas  no mesmo vídeo e é até engraçado de observar, mas a gravação dá a noção exata dos disparates que podem ocorrer quando o assunto é ritmo de corrida. Quando a última colocada do páreo 1 cruza o disco (chega se arrastando), o faz na frente dos dois primeiros colocados do páreo 2. 





Para finalizar , uma dica: na tela grande fica melhor de se apreciar.

22 agosto 2013

Tempo que nos fazem pensar

Stud Figuron & VarandaNa Gávea:

* No domingo, Monopólio (Mensageiro Alado/Gloriosa Vivi, Santa Ana do Rio Grande) colocou um tempaço na milha de areia: 100.1 .
Se levarmos em conta que o páreo desdobrado correu para 103.3 aí é que o feito fica mais notável ainda.

* Na sexta-feira, em claiming para 3 anos sem vitória na distância de 1100 metros na pista de areia, Guria Do Iguassu (Red Runner/Salsa Parilla, Haras Rio Iguassu) venceu na marca de 68.3 com alguma sobra. No mesmo dia, no páreo para potrancas de 3 anos até 1 vitória, Variant Tide fez com tudo, para a mesma distância, o tempo de 69 cravado. Na próxima, se voltar a correr em claming, Ponto Negro, que escoltou a pupila do Rio Iguassu, é um autêntico filé com fritas.

Em Cidade Jardim:

* No sábado, Hazard (Notable Guest/Bonamix, do Haras Phillipson) colocou um segundo melhor que o seu companheiro de cocheira, Hayward, que venceu o páreo desdobrado. A marca se torna mais consistente, quando comparada com a de Pars, tordilho corredor e de uma vitória, nos 1300. O tempo de Hazard foi de 83.4 para os 1400 metros da pista de grama. O de Pars foi 77.6. Portanto, olho em Collones na próxima, que foi quem fez a escolta do neto de Sagamix.


10 julho 2013

O tempo dá cabo de qualquer verdade absoluta

Stud Figuron & Varanda

Fonte: Tocchi in penna al galoppo, Federico Tesio, 1946.
Agradecimento: Sérgio Melgaço, pela colaboração.


Não se desesperem, porque um mais um ainda é dois, mas em se tratando de Turfe, as verdades absolutas tendem a ficar defasadas quanto mais o tempo passa. No que se refere a handicaps, o absoluto some com uma impressionante rapidez. Vejamos algumas tabelas na curta história do Esporte dos Reis.
Em 1760 apareceu a primeira tabela oficial. Observem que nem contemplava cavalos de três anos, que dirá os de dois:

4 anos - 57 quilos
5 anos - 63 1/2 quilos
6 anos - 70 1/2 quilos
7 ou + - 76 quilos

Sempre olhando pelo prisma atual, seria risível este handicap. Imaginem hoje, cavalo de sete anos dando 19 quilos para os de quatro.
Em 1775 aparece uma outra tabela, incluindo animais de 3 anos. E esta já é um avanço notável com relação a primeira, em que a diferença de peso para cada faixa de idade era brutal.

3 anos - 43 quilos
4 anos - 50 1/2 quilos
5 anos - 55 quilos
6 mais - 57 e 58 quilos

Finalmente, em 1800, aparecem os dois anos nas tabelas:

2 anos - 40 quilos
3 anos - 51 1/2 quilos
4 anos - 58 quilos
5 anos - 61 quilos
6 anos - 63 quilos
7 ou + - 64 quilos

Temos que nos reportar à época e pensar que os dois anos deles não se pareciam nada com os "amadurecidos potrinhos" atuais. A precocidade tem sido estimulada ao extremo.

Federico Tésio, que é uma unanimidade entre criadores do PSI de todos os tempos, também tinha uma tabela, feita por ele mesmo, mas com muito maior requinte. Vejam a imagem abaixo:





Reparem que, a medida que o ano hípico transcorria, as diferenças de pesos iam baixando, no que se refere a relação dos dois e três anos, com os de mais idade. Mesmo esta tabela, que já se assemelha  bem mais com as nossas tabelas atuais, possui vários "furos",  que, eliminado-se o contexto "data em que foi escrita" (1946), seriam facilmente detectados pelos handicapeurs de hoje.

Como curiosidade, apresentamos alguns axiomas do criador de Ribot e Nearco.


  1. Aumentando o peso sobre o dorso de um cavalo, se diminui a velocidade.
    Isto é matemático.
  2. Quanto mais o cavalo se aproxima da maturidade, torna-se cada vez mais capaz de suportar o peso.
  3. A maturidade chega ao auge c/6 anos.
  4. Quanto mais se alonga a distância da corrida, a probabilidade fica maior para o cavalo maduro em confronto com o adolescente.
  5. As fêmeas e os castrados com pesos iguais, são considerados inferiores aos machos e esta inferioridade vem calculada em aproximadamente 2 quilos.
  6. Se calcula que 1 quilo a mais sobre o dorso, faz com que o cavalo perca 3 metros para um percurso de 2.000m a plena velocidade.
  7. Permanecendo constante o peso imposto ao cavalo mais velho, isto é, completamente desenvolvido, o peso imposto ao cavalo jovem aumenta cerca de 1 quilo a cada mês, até alcançar a igualdade, quando chegar também a maturidade.
Muitas verdades, mas no item três, não há como concordar com a afirmativa dada em 1946. Principalmente nos esportes, o que ontem era afirmativa categórica, hoje pode ser que seja uma "pequena tolice"...Seis anos deixou de ser o apogeu. Hoje se diz que o apogeu está nos quatro anos. Mas será um quatro anos mais perto dos cinco, ou mais perto dos três anos de idade. Por favor, me deem uma régua que possa medir esta minha inquietação.

Fiquem tranquilos leitores, não será na nossa encarnação que um mais um será diferente de dois, em contrapartida, e na evolução rápida das técnicas de performance, não me surpreenderia se algum infante que lê estas mal traçadas linhas, não consiga presenciar em vida, animais de três anos, dando peso para os de quatro. Quanto tempo  vai demorar para que esta distância que separa as duas faixas de idade  chegue ao nivelamento perfeito. Quando penderá para o lado do que hoje chamamos de "potro"? Década após década, o handicap que separa estas faixas vai diminuindo. Sem base científica alguma, arrisco o vaticínio: o século XXI ainda será testemunho deste acontecimento. Pena que eu não estarei aqui para provar que é fácil ser Nostradamus.







30 maio 2013

A Gávea sempre surpreende

* No primeiro páreo de sexta-feira, aquele que dá início ao festiva da semana, a potranquinha (510 quilos apenas) Petite Laura venceu uma prova que, antes de corrida, se mostrava bastante fraca, com competidoras sem nenhum retrospecto (inclusive o dela, que era um último longe na estreia). Acontece que os 1100 metros de areia foram percorridos em 68.1, tempo que, para a distância, se revelou o segundo melhor da semana (11 provas na distância), só perdendo o título  porque no penúltimo páreo de segunda-feira, Show My Emblem resolveu correr tudo o que sabe e colocou 67.9 no cronômetro, deixando Landlover a mais de quatro corpos.
Conclusões:
a) na próxima, a que fez segundo para Petite Laura, deve ganhar e bem. O nome dela é Boa E Forte.
b) nunca dê um crédito absoluto para animais que atuaram apenas uma vez e fracassaram. A história nos mostra vários exemplos de completa transformação, já a partir da segunda corrida.

* Zandonai( 3º de sábado)foi desclassificado e ninguém soube o porquê. Nem a CC da GV, que não puniu o jóquei A.F.Matos com nenhum tipo de sanção por ter prejudicado concorrente e que tenha alterado o resultado do páreo. É o tipo de situação que não podemos qualificar com outro nome que não seja incompetência. Se não foi ao desclassificar, foi ao não punir.

* Mestre Faiscca (1º páreo de sábado) ganhou, depois de dois anos de parado. Realmente surpreendente.

* Surpreendente, também, os cavalos do Haras Escafura. Sempre, quando ninguém espera, levantam voo. Gasweel (4º de sábado) tinha chance, é verdade. Mas o padrão demostrado nesta atuação, foi de longe, o melhor de sua campanha.

O que não foi surpreendente: em páreo de poucas inscrições, em que determinado treinador tem metade ou mais dos inscritos, ganhar um dos seus pupilos. Porém, na maioria das vezes, quem ganha não é o favorito. Dois casos recentes foram What Next, para cima de Jimmy Dean, e, nesta semana, Urbanesco ganhando de Bravo Gianni.

17 abril 2013

O índice dos tempos.

Antes de entrar na matéria, sei que o Laércio Sábato tem um sistema de índices muito mais elaborado que o apresentado aqui. A matéria é apenas para dar uma visão geral e para fazer uma brincadeirinha no final.

O fator tempo no turfe, em linhas gerais, ainda é, de longe, o parâmetro mais utilizado pelos turfistas para definir seus favoritos. Para estes, talvez o melhor fosse que os páreos só corressem em pista de areia, pois a grama é bem mais sinuosa e escorregadia com a matemática. Começa com a cerca móvel, coisa que a areia nunca viu. Depois, as variações, que de fato também existem na outra pista, só que em muito menor grau. Então, de uma Grama Leve para uma Encharcada, os tempos de um mesmo competidor podem variar barbaramente, até mais de dez segundos quando pegamos uma distância alentada como 2400 metros. O potro Gober, ganhador do Derby, voltou com boa corrida há questão de um mês, chegando perto do ganhador da prova Ifigênio, em um Clássico na Grama Pesada. Seu tempo individual foi de 2.35:4 . Em uma mesma Grama Pesada, isto há seis meses, ganhou o Derby com a marca de 2.28:5 . É importante frisar bem, que a raia nas duas oportunidades era GP. Evidentemente, o Gober se encontrava melhor quando ganhou a principal prova para potros de CJ, porém nada justifica uma diferença de sete segundos entre as duas marcas. Mesmo que comecemos a conjecturar que uma grama estava vindo de encharcada para pesada, e a outra estava quase saindo de pesada para macia. O que quero dizer é que na areia estas discrepâncias são de menor monta, o que torna, por exemplo, o estudo de índices do Laércio Sábato muito mais confiável. Estes índices são uma mão na roda, pelo pequeno esboço que o Laércio me mostrou, pois ele uniformiza as distância. Assim,em linhas bem gerais, um cavalo que mantem o mesmo padrão locomotor em duas atuações em distâncias diferentes vai levar um mesmo número (índice) que traduza esta regularidade. Isto não é tão fácil de perceber. Quando comparamos este índice com o de um adversário, temos uma base boa para descobrir qual deles é o competidor mais qualificado. Não sei bem quais são os critérios que o Laércio usa, mas passo alguns dados interessantes logo abaixo. Esta é a tabela dos records de areia de Cidade Jardim (das distâncias em que há mais páreos):

Dist Nome Record média (100m)
1100 VOLLY 1:02.247 5.658
1200 TIKATCHE 1:08.630 5.719
1300 BLADE PROSPECTOR 1:14.333 5.717
1400 GOL TRICOLOR 1:20.538 5.752
1500 PARK VILLE 1:27.085 5.805
1600 ROYAL HOME 1:31.913 5.744
2000 AL ARZ 1:58.661 5.933


A primeira coisa que fiz foi descartar, para efeito de estudo, o record do Al Arz, pois, todos os outros usam apenas uma curva, e o dele foi em duas.
Traduzi os records, para a média a cada 100 metros, o que não deixa de ser uma tentativa de iniciar um índice, embora de forma chula, pois há records e records. Por exemplo, nesta tabela, salta aos olhos que o pior record é o de Park Ville. Lembro que quando o Blade Prospector  fez sua marca, pensei: este vai demorar um século para ser batido. Um pouco mais de uma década depois, percebe-se que seu índice de 100 metros  já seja pior do que o de Volly e de Royal Home (este é fantástico). É bom salientar para os leigos, que quanto menor a distância, menor a média dos 100 metros, vocês não acham que o Usain Bolt iria conseguir manter os menos de dez segundos que faz, se a distância fosse de 400 metros, certo?
Se eu fosse fazer um índice para mim, eu pegaria os dois melhores records como base, uma média entre eles, para compor os outros, com o adendo de colocar neste cálculo este peso  para cada 100 metros a mais.

Minha tabela ficaria esta:

Dist média (100m)
1100 5.658
1200 5.675
1300 5.692
1400 5.709
1500 5.726
1600 5.744

Agora estes números, entre si, falam a mesma língua, se tiver alguma diferença, e sempre as têm , será no sotaque. Esta tabela fica valendo até que ocorra uma quebra de record na média, momento que teria que fazer os ajustes necessários.
Neste momento eu estabeleço que 5658=5675=5692=5709=5726=5744 e por isso vou dar um número hipotético para eles, por exemplo 100.
A partir daí, posso dar valor para todos os tempos dos outros cavalos nesta escala  onde 100 é o melhor tempo.
Vejamos as corridas deste final de semana que passou, em que todas as provas foram disputadas na areia. Fiz uma tabela em que pode se consultar os melhores e piores tempos para cada distância:

Distância Provas Nome Melhor Pior Nome
1100 5 Xastrid Halo (3/2) 63:67 65:25 Xamaninha (3/0)
1200 3 Tikatche (P.Esp.) 68:63 71:28 Notorious Big (cl.)
1300 8 Entrepreneur (3/2) 76:00 79:45 Georges St-Pierre (2/0)
1400 4 Undostais (Gr.3) 82:26 85:62 Anntop (2/0)
1500 1 Sul Blue (4/3) 90:12

1600 2 Que Espetáculo (Gr.II) 95:74 97:12 Aramon (3/0)
2000 3 Garota Do Verde (Gr.II) 123:02 124:68 Cigana Figueira (3/2)

Deixo para quem quiser brincar as seguintes tarefas, excetuando o record de Tikatche, e as provas em dois mil metros:

a) qual foi o melhor tempo da semana?
b) qual foi o pior tempo da semana?

Todos os leitores podem enviar soçução, mas o primeiro que responder e que não for meu assinante, leva um mês de assinatura gratuitamente. Só que tem que fazer o cálculo. Chutômetro não vale.

02 abril 2013

A informação que chega à galope

Como estudioso das corridas de cavalo que quer se manter atualizado, não há como desprezar o enorme manancial de informações que estão ao dispor de todos aqueles que investirem um pouco do seu tempo de estudo para colher dados que volta e meia aparecem por ali.
Só para refrescar a memória dos que já sabem, e também para alertar aos que não sabem, vejam o que temos de bom no setor:

1) Retrospectos das corridas da semana. Podem se baixados através dos sites do JCSP ou JCB. É uma excelente alternativa para quem não consegue acesso a Revista Turf Brasil.

2)Ficha completa de qualquer animal que tenha nascido, atuado ou com filhos brasileiros. Essa informação se consegue acessando o Stud Book.

3) Indicações de diversos catedráticos em, no mínimo, uma dezena de blogs dedicados ao assunto. Acho uma bela ferramenta, pois, conhecendo cada editor, e sabendo-se das suas ligações e vínculos com treinadores, dá para se ter uma boa ideia das chances de estreantes, bem como o estado de alguns animais (talvez uma das condições mais importantes para se elucidar a real chance dos competidores).

4) O Facebook, através das suas comunidades (Turfe Polêmica, Pega Pelo Rabo), também é passagem obrigatória. Volta e meia têm discussões sobre as possibilidades dos animais que vão do Tarumã e Cristal para estrear nos dois grandes centros. Fora a canja de diversos proprietários, que costumam dizer das condições dos seus animais.

5) Os torneios que o nosso Turfemania e o Barbadas em Destaque realizam, ajudam demais. Com marcadores de escol participando dos certames, não é raro o acerto de pules altas . Descobrir animais escondidos e alertar para o turfista é um dos grandes méritos destas competições.

6) Para material de estudo, surgiu o Disco Final, com a campanha de todos os cavalos de vários hipódromos brasileiros. Pena que deu uma parada, não sei se o editor, Luiz Melão Petrochinski Taques, irá continuar atualizando. Dá um trabalho danado. Falo isso porque mantenho para meus estudos pessoais, dois blogues com o retrospecto das corridas de CJ e GV, bem menos completo do que do Melão, mas mais fácil para o estudo do dia dia (quanto menos cliques você tiver que dar, mais conteúdo estudado, o tempo urge...).

Para vocês terem uma ideia da velocidade da informação: ontem, logo depois que correu o último páreo da GV, pensei em uma postagem fazendo a analogia entre Davi (Presidente custou 9 mil no Leilão do Farda Vencedora) e Golias (Big Wildcat, custou 85 mil, neste mesmo leilão).
Fui frustrado do intento, exatamente porque o assunto já havia sido comentado na Turfe Polêmica. Não basta ter ideias, tem que colocá-las em execução rapidamente...

28 novembro 2012

O handicap em sua foma perfeita

O que é um handicap? A resposta é longa, mas trazendo para o universo turfístico, seria corrida em que há algum tipo de vantagem ou desvantagem (usarei sempre este termo para não deixar a postagem confusa)  entre os competidores. Seguindo sempre na linha do mais usual, descartaremos handicaps de diferença de corpos, embora nas canchas retas nordestinas, principalmente em mano a mano, serem constantes as apostas baseadas neste handicap. Acabei de assistir pelo Youtube um duelo em Pedro II, cidade do Piaui, em que um dos competidores só ganharia  a prova se chegasse com mais de três corpos na frente do seu rival.
O que se pratica em nosso principais hipódromos é a desvantagem de peso que alguns competidores levam de outros. Este peso é composto pelo próprio peso do jóquei, aliado com o material de uso obrigatório (selim, manta etc.) e mais as barras de chumbo, caso se precise de complemento.
Qual o intuito do handicap? Na essência, seria fazer com que as corridas fossem extremamente niveladas , com todos competidores com a mesma chance de vitória.
O assunto aqui no Brasil é tratado de forma pouco acurada. Em países que levam o Turfe a sério, existem handicapeurs que conseguem através de inúmeras variáveis, atribuir um número de força para cada animal (o que eles chamam de Rating). As variáveis mais importantes  para compor o Rating são: performance nas provas, analisando o peso carregado, o tipo de pista e distância, as diferenças no disco, eventuais prejuízos, ritmo de carreira e mais alguns mais sofisticados, como por exemplo, a forma atual dos adversários e o desempenho real versus o desempenho potencial de cada elemento.
Agora vem a parte interessante: quanto representa estas desvantagens de peso em quantidade de corpos?
Suponhamos uma corrida em 1000 metros entre dois cavalos de força idêntica, um sendo o clone do outro. Para chegarmos a diferença de um corpo de vantagem para um deles, em cima do disco de chegada, teríamos que colocar 1 quilo e 350 gramas a mais no peso que o outro teria que carregar.
A tabela que mais me agrada é esta:


Distancia
Peso a mais em quilos
Desvantagem
1000M
1,35
1 corpo
1200 a 1300M
1,12
1 corpo
1400 a 1600M
0,9
1 corpo
1800 a 2000M
0,79
1 corpo
2200 a 2400M
0,68
1 corpo

Esta tabela é da Grã Bretanha, portanto o piso é o gramado. Acredito que na areia, estas desvantagens sejam um pouco maiores na mesma relação distância/peso.

Nesta segunda-feira que passou, em Cidade Jardim, tivemos no segundo páreo, o quarto confronto seguido entre Ray Famous e Red Blood, todos na distância de 1400 metros. Agora temos duas vitórias para cada um. Vamos a tabela dos confrontos:

Data
Ganhou
Perdeu
Diferença
Distância
26/11
Red Blood 60
Ray Famous 60
Pescoço
1400
10/11
Ray Famous 53
Red Blood 56
1 corpo e 3/4
1400
13/10
Red Blood 58
Ray Famous 57
3/4 de corpo
1400
01/10
Ray Famous 58
Red Blood 60
Pescoço
1400

Se cavalo fosse relógio, não há duvidas que o Red seria Big e Ray seria Ben. Sensacional a regularidade dos dois e o handicap aqui estaria muito bem ilustrado (lembrem-se que isso não é ciência exata, mas a proximidade com a correção da tabela é espantosa). As discrepâncias não passam de um corpo.
Finalmente, gostaria de lembrar aos estudiosos, que, principalmente em páreos de fundo e em handicaps severos, a correta interpretação desta tabela, pode significar um maior número de acertos na escolha de seus favoritos.








07 novembro 2012

As uĺtimas quarenta reclamações em CJ

Vejam o quadro:


reclamante reclamado Confirmado Desclassificado
1 F.Leandro A.Mesquita x
2 F.Leandro A.Mesquita
x
3 L.Sales W.Blandi
x
4 J.Gulart A.L.Silva x
5 V.Leal A.Gulart x
6 F.Leandro Fabio Silva x
7 J.Souza J.Gulart x
8 G.Ribeiro V.Rocha x
9 Jeane Alves G.Ribeiro/Fabio Silva x
10 A.Beck F.Leandro x
11 Ad.Alves W.Blandi x
12 V.Leal Ad.Alves x
13 V.Leal A.Queiroz x
14 J.Henrique N.Cunha x
15 V.Leal J.Henrique x
16 M.Ribeiro M.Lima
x
17 F.Leandro J.Aparecido
x
18 F.Leandro W.Blandi x
19 J.Henrique Jeane Alves x
20 M.Mazini N.A.Santos x
21 A.Queiroz L.Henriques
x
22 Jaq.Cabral A.Mesquita x
23 V.Leal M.Platini x
24 O.Pereira Filho A.L.Silva
x
25 A.L.Silva R.Maia x
26 A.Mesquita M.Lima x
27 F.Leandro W.Blandi x
28 G.Ribeiro W.Blandi x
29 J.Aparecido A.Queiroz x
30 J.Henrique A.Queiroz
x
31 N.A.Santos V.Leal
x
32 F.Leandro A.Queiroz
x
33 A.M.Souza E.Lopes/L.Henriques x
34 Fabio Silva L.Henriques x
35 A.C.Silva L.Henriques x
36 R.França Jaq.Cabral
x
37 Jaq.Cabral V.Leal x
38 L.Sales J.Henrique x
39 V.Leal F.Leandro x
40 J.Aparecido R.Maia
x


Considerações:

a) Páreos em que houve desclassificações: 11 em 40  (27,5%), o que mostra uma tendência de absolver os réus.

b) Maior reclamante: F.Leandro reclamou 7 vezes, mas não reclama à toa, já que em três delas houve desclassificação.

c)  V.Leal, o segundo que mais reclamou (seis vezes), não conseguiu sucesso em nenhuma delas.

d) O jóquei que teve mais reclamações contra si foi W.Blandi, em cinco oportunidades, e em duas delas houve a desclassificação.

e) Dos cinco jóqueis que disputam o título ( Leandro, Leal, Aparecido, Gulart, e Aparecido), quem menos aparece reclamando é a Josiane Gulart, e sendo reclamado, de novo ela e o J.Aparecido. Parabéns a ambos.




Quem sabe?

Da série "Dúvidas que me assolam":

Será que Igntion é um cavalo pior que a enturmação, que ganhou porque a corrida  teve ritmo favorável? Ou será  um cavalo melhor, que não ganhava porque as corridas não tinham ritmo favorável?

10 outubro 2012

Variante X Reta Grande

O objetivo desta postagem é tentar decifrar a diferença de tempo que há na Gávea, entre um páreo realizado pela variante de um outro corrido pela reta grande. É sabido, pelo ângulo menos acentuado da curva, que na variante o tempo é melhor. Porém, o quanto melhor, já é um enigma mais complicado. Para efeito de análise, considerei as duas distâncias mais aproximadas entre si, ou seja, os 1300 (corridos na variante) e os 1400 metros (corridos na reta grande). Também me servi apenas de reuniões em que tivessem pelo menos um páreo de cada distância citada, além de desconsiderar páreos apenas para fêmeas (são pouquíssimos).


Data/2012 Turma Vencedor Raia 1400 1300
05/10 6 + até 4 Heller AM 89.20
05/10 6 + até 3 Alan Black Tie AM 90.08
05/10 5 até 1 Selo Ruckus AM
82.16
01/10 5 + até 2 Dom Steel AM 89.20
01/10 4 até 1 Thunder Better AM
82.68
21/09 3 sem Apogeu AM 87.96
21/09 4 sem Cl River Black AP
82.88
21/09 6 + até 4 Hugh Grant AP 89.01
17/09 4  até 1 Ciclo Vital AM 88.93
17/09 4 até 2 e 5 até 3 Visionário AM 88.00
17/09 6 + até 3 Racing Bull AM
83.75
17/09 5 + Cl Pongo AM 88.87
14/09 5 + até 2 Bulgarini AM 89.81
14/09 6 + até 4 Satchmo AM
83.02
14/09 5 + sem Caçador Real AM 91.42
10/09 6 + até 1 Betomania AM 91.56
10/09 5 + até 2 Just Away AM
82.28
10/09 6 + até 5 Greek Event AM 89.07
24/8 5 +Cl Vital Class AM
82.28
24/8 5 até 1 Dom Steel AM 90.01
13/8 5 até 1 Jangal Queen AM 90.35
13/8 6 + até 8 Lionanco AM
81.07
13/8 5 sem Gallon AM 90.05
10/08 6 + até 3 Selo Guri AM
82.76
10/08 5 até 3 Grande Maquinista AM 88.93
10/08 6 + até 2 Satisfeito AM
81.41
10/08 6 + até 4 Bizunga Da Vila AM
81.14
10/08 6 + até 1 Incorporadora AM
83.35
23/07 6 + até 4 The Runer AM
82.21
23/07 5 + até 3 Sapore AM 89.34
23/07 4 + Cl Cache-Nez AM 89.61
23/07 4 + Cl Empedrado AM 91.15
23/07 4 até 1 Cl Olympic Afleet AM
82.08
22/07 3 sem Arqueiro AM
82.08
22/07 PE Duka AM 88.87
20/07 5 + até 2 Jet Set AP 89.81
20/07 6 + até 5 Noted AP
81.68
20/07 6 + até 2 Reinento Do Nijú AP
82.42
30/06 3 até 1 Visa Max AM
81.27
30/06 5 + até 2 Toca-Discos AM 91.29
25/06 5 + até 1 Cl Selo Extra AM
84.77
25/06 4 até 1 Vomagic AM
82.81
25/06 6 + até 3 Tettore AM
82.01
25/06 3 até 1 Cl Cape Canaveral AM 89.42
23/06 4 até 3 Ultimate Power AP
80.60
23/06 3 sem Top Brass AP 90.75
18/06 3 até 2 Naturalizado AM 89.47
18/06 4 sem Un Valete AM 91.96
18/06 5 + até 4 Talking Heads AM
82.42
17/06 3 sem Giant Flame AM
82.81
17/06 4 até 1 Cl Bancok AM 91.22
17/06 4 + Cl Kóbiri AM 90.48

Os resultado obtidos foram:


1400 1300 Diferença
Média 89.82 82.30 7.52
Mediana 89.71 82.28 7.43







Como a  cada 100 metros  percorridos pelos PSI em 1300 encontrei de média o valor 6s33déc, chegamos a conclusão que a curva pela reta grande faz com que os tempos sejam  entre 1,1 e 1,2 segundos piores do que pela variante. Isso tudo nas distâncias analisadas. Essa pesquisa tem uma amostra pequena de dados e talvez tenha alguma distorção, mas duvido que fuja muito do exposto.

22 setembro 2011

No reino dos desferrados

Era uma vez um reino cavalar que vivia em harmonia desde quando o Rei Casco Perfeito e a Rainha Socorro Desferrada pararam de correr. A vida da tropa era apenas correr e competir e após a aposentadoria dos monarcas das pistas, as corridas, razão única da raça dos Purinus Sangus Englandius, estavam cada vez mais disputadas. Os regulamentos buscavam atingir o perfeito equilíbrio. Foi assim que se fizeram as chamadas. Ganhadores com ganhadores, perdedores com perdedores, fêmeas contra fêmeas, os mais novos disputando com os mais novos, os craques "versus" os craques, e os menos aquinhoados no poderio locomotor, tentando a vitória com animais de igual nível técnico. Aos que tinham algum problema, eu disse problema, era permitido que se usasse algum artifício que o corrigisse. Assim, para os que gostavam de abrir na curva, ou não conseguissem correr em linha reta, fez-se a roseta. Para os que se afogavam , uma simples imobilização da língua e o animal podia respirar plenamente como os outros, quando em ação. Antolhos, arminhos, algodão nos ouvidos, enfim acessórios que não melhoravam performance, mas que podiam ajudar aos cavalos a encontrar seu potencial. Todos eles eram permitidos.

Tudo ia bem, mas eis que o filho de Casco Perfeito e Socorro Desferrada, o Príncipe Desferrado É Assalto, completa dois anos e começa sua jornada nas pistas. Pelas leis da monarquia, os herdeiros do sangue real eram os únicos que podiam correr sem ferraduras, se assim o quisessem.

De fato, Desferrado É Assalto honrou o nome e depois de três vitórias seguidas,  transformou-se em líder de geração.

Houve  revolta naquele mundo equino, tanto que uma comissão  de três cavalos pensadores, responsáveis pela elaboração dos páreos,  pediu audiência ao rei. O mais destacado dentre eles, o cavalo Handicapeur, se encheu de coragem e falou de forma direta ao rei:
- Majestade, seu filho por correr sem ferraduras, vem levando vantagem sobre os adversários.
-  Você tem razão, Handicapeur. Mas que culpa temos nós se somos sangue azul e nossa conformação física nos fez com cascos perfeitos que permitem ao nosso filho atuar desferrado em todas as provas. Concordo que é uma vantagem, mas é uma vantagem que a própria natureza nos deu. Se proíbo os outros de correrem desferrados é para o próprio bem deles, pois em assim o fazendo, deteriorariam seus cascos  não tão nobres quanto os nossos, a ponto de causar lesões irreversíveis.
- Tudo bem, Majestade. Concordo com sua assertiva, mas  se os cascos do Príncipe Desferradinho são naturalmente tão superiores, gostaria que ele atuasse assim, no próximo Clássico do nosso calendário, programado para uma milha na areia.
- Não me faças rir, caro Handicapeur. Todo mundo sabe que o Desferradinho e todos os outros de nossa estirpe, gostam de atuar descalços apenas quando a grama está propícia. A grama leve é nossa predileção, mas uma grama um pouco macia também nos dá prazer. Não gostamos de grama pesada, por isso ferramos quando necessário. Quanto a areia, nem sei como mantemos corridas nesta pista, decididamente falta pompa e circunstância. Onde está o glamour? Se permito provas em tal pista é porque sou um rei justo, mas é preciso que se diga que neste Clássico, o único que irá com agarradeiras será meu filho.
- Queria que Vossa Alteza entendesse, que desse jeito quem se ferra somos nós. Se corrida de cavalos fosse um prova de armas diria que seu filho Agarradinho É Barbada.. perdão excelência, que seu filho Desferradinho É Assalto está com a metralhadora na mão, ou melhor nos pés, enquanto seu súditos competem com tacape e machadinha.
- São coisas da monarquia, Handicapeur, coisas da monarquia...

Quis o destino que neste clássico na milha estreasse Pegasus, filho de Avião na Voa Condor. Foi o primeiro revés de Desferrado É Assalto, mesmo de agarradeiras chegou a vários corpos de seu oponente. O Rei incontinenti, obrigou a Pegasus a participar de um desafio na pista de grama leve, contra seu estimado filho. Aí sim veremos quem é o melhor, dizia ele.

O duelo não aconteceu, ou melhor aconteceu mas na partida já estava decidido. Enquanto um pegava muito bem a grama leve, o outro pegou muito melhor, na verdade nem tocava os pés na mesma, pois tinha raiva do chão, parecia flutuar, de tanto que corria.

Depois deste duelo, a população equina, desconfiada, se rebelou e depôs rei, rainha e príncipe. Um dos revoltosos e encarregado de levar a Família Real para interrogatório, o cavalo Domingus Fratius, gritava:
- Eles nunca foram sangue azul, o que eles são é gasolina azul.
Mas chamando o príncipe ao pé do ouvido, disse:
- Não liga, não. Existe uma Cidade em que na grama do seu Jardim não pode competir cavalo com asa, e onde você voltará a ser o que sempre foi, o líder. Se tudo der certo, eu também farei a minha fama neste local e serei conhecido como o Rei dos Desferrados, quem sabe até Papa do Turfe.

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