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08 dezembro 2014

Pellegrini 2014

Stud Figuron & VarandaPor Laércio Sábato

Excelente vídeo promocional do Pellegrini do próximo sábado, com destaque para a vitória do fabuloso Tatan, em 1956, com lotação total em San Isidro (3m 23s) e o último trabalho do futuroso El Moises, no gramado,(5m 50s) onde pretende prosseguir a série.

14 dezembro 2013

São muitos os senões, mas o romantismo de Buenos Aires e a magia do turfe prevalecem

Stud Figuron & VarandaPor Laércio Sábato

Há um clima de apreensão no ar, na Argentina, não há como negar. A economia dá mostras constantes de incerteza, bastando lembrar que o dólar paralelo se aproxima de 9,5 por um, em relação ao peso.

Movimentos sociais têm sido frequentes, em razão do alto índice de desemprego e da desvalorização salarial, provocada pela inflação.

A isto se somam coisas sem pé nem cabeça como a instituição de um ano para cá do “dia dos hinchas do Boca” torcedores que vandalizaram o centro da cidade, no meio da semana.

Mesmo no microcosmo do turfe, que aqui não é tão micro assim, as cabeças andam baixas, por conta dos vários casos de contraprovas positivas no uso de medicamentos proibidos. Alienação patrimonial, como tem mostrado nosso El Aragones em relação a San Isidro também não tem sido novidade. E pela primeira vez percebi até um disfarçado questionamento da hegemonia de pilotos “estrangeiros”, tais como Ricardinho, Falero e Talaverano, ainda que façam parte da história gloriosa do turfe argentino dos últimos anos.

Para completar o pano de fundo pouco animador, não há um só catedrático que ouse prognosticar com muita convicção o ganhador do Pellegrini. Ou seja, não há um ídolo, um nome a ser vangloriado por antecipação. Um chamariz para o publico.

Entre os cavalos locais as maiores esperanças estão em cima da recuperação de Blood Money que vinha pintando ser craque, mas fracassou no Derby de forma contundente e Cooptado, o ganhador dessa última prova e que acumula três vitórias em apenas seis apresentações. A diminuta representação estrangeira, com dois participantes do turfe peruano e dois do turfe brasileiro, não tem despertado muita preocupação para a crônica de turfe aqui da Argentina. O consenso é de que os peruanos, um invicto e outro quase invicto, têm sido beneficiados pela ausência de melhores valores nas provas que participaram. Dos brasileiros, as maiores esperanças estão mesmo na valente Generosidade, por conta do ritmo veloz que deve acontecer na primeira parte da prova e na experiência já acumulada pelo piloto Nelito Cunha.

Para a milha do Anchorena, há quase unanimidade que a disputa se restringirá aos números 1 e 2, Dont Worry e Infiltrada, com remotas possibilidades que o potro Tantos Anos (11) possa desmanchar a dupla. Maltes entra cotado como simples azar, mais ainda depois de sua tardia chegada a San Isidro.

No Unzue, como de hábito numeroso, tenho uma “fija” de que Exchangely, é um autentico filé com fritas. Vou debruçar nessa aposta para ver se custeio uma parte da viagem (deve pagar uns 3,00).

Pouco me informei sobre a Copa de Plata, onde por mera simpatia escolhi a Juhayna, do La Providencia, cuja montaria está confiada a Altair Domingos. Gateaux, uruguaia do Phillipson estava muito bonita quando a vi na cocheira, com o Nelson, segundo-gerente. A inscrição foi feita em nome do J.S.Souza, mas quem veio mesmo foi E.Sampaio.

Para fechar este breve texto, feito numa lan-house da enorme Av. Santa Fé, quero lembrar que as adversidades citadas no preâmbulo, não diminuem em nada a felicidade de estar por aqui, encontrando velhos amigos e conquistando outros, no ambiente das carreiras. Vir ao Pellegrini e a San Isidro é respirar o oxigênio que perpetua o turfe, apesar dos obstáculos. Buenos Aires é mesmo a Meca do turfe sulamericano. E se não bastassem os cavalinhos, ainda podemos frequentar seus charmosos bares, cafés e restaurantes.

27 novembro 2013

Ryan Moore faz sombra a Lester Piggott - Por Laércio Sábato

Stud Figuron & Varanda
Jóquei britânico vem montando em corridas de grande expressão em todo o mundo e tem ganho mais do que se podia imaginar.



Nunca desde os tempos de Lester Piggott um jóquei britânico foi tão requisitado internacionalmente como Ryan Moore, que voltou mais uma vez ao centro das atenções mundiais no fim-de-semana passado, levando à vitória e ao bicampeonato inédito a Gentildonna, na Japan Cup, em Tóquio.

Moore vem orientando o seu trabalho em função do calendário mundial de grandes eventos turfísticos. E o ano ainda não acabou para ele, pois sairá do Japão, daqui a alguns dias, para uma breve viagem a Hong Kong, onde participará do meeting da Hong Kong Cup, em Sha Tin, marcada para 8 de dezembro (mesmo hipódromo onde vem montando nosso João Moreira).

Ryan teve até agora uma temporada incrível e com isto ampliou seus contatos internacionais, passando a contar com uma demanda cada vez maior de seus serviços.

Tony Hind, seu agente, não cansa de alardear a impressionante carteira de grandes vitórias já obtidas este ano, em seis diferentes países.

Sua trajetória começou em março com uma vitória no Derby dos Emirados Árabes (UAE Derby), montando Lines Of Battle.

Em junho, em apresentação magistral, conquistou o Derby de Epsom (Investec Derby), com Ruler Of The World e dias depois deu à rainha um presente especial vencendo com seu cavalo, Estimate, a Royal Ascot's Gold Cup.

Foi depois à França onde vitoriou-se com o representante alemão, Novellist, no Grand Prix de Saint-Cloud (ainda em junho).

A seguir em uma visita relâmpago a Arlington/Chicago obteve vitórias no American St. Leger, com Dandino, e no Beverly D. Stakes, com Dank.

Depois disso numa viagem também rápida, a Toronto, foi o piloto do 6-anos Joshua Tree em seu festejado tricampeonato no Canadian International (Hipódromo de Woodbine).

Já em Santa Anita, no início deste mês, conduziu o ganhador irlandes Magician na Breeders Cup Turf e dobrou a façanha, vencendo com Dank a Breeders Cup Filly e Mare Turf.

Agora, no domingo, com Gentildonna levantou a maior prova do Japão.

Foram 10 vitórias maiúsculas no ano e ainda dá para almejar mais em Hong Kong.

O que chama mais a atenção é o fato de Moore, além dos cenários das vitórias, ter participado ainda de provas da expressão do Arco do Triunfo, do Kentucky Derby, da Melbourne Cup, da Dubai World Cup.

Uma condição invejável para um piloto que já acumula conquistas anteriores de primeira grandeza, como o L'Arc de Triomphe de 2010, com Workforce e a própria Hong Kong Cup de 2010 com Snow Fairy, entre outros sucessos.

24 maio 2013

JCSP CONGELA PARTE DOS PRÊMIOS E AUMENTA RETIRADA DAS APOSTAS

Por Laércio Sábato


Conhecidos problemas de liquidez levaram o JCSP a congelar 30% dos prêmios a serem pagos a partir de 1° de junho de 2013, anunciando o seu cumprimento até 31 de dezembro. Os pagamentos a profissionais prosseguirão normalmente.

Foi também decidida a elevação da retirada em apostas. No caso do "vencedor" a majoração vai de 27% para 27,5%.

A emergência determinou também alterações no valor da taxa de inscrição dos animais.

Maiores detalhes e justificativas das medidas adotadas podem ser lidas no link
http://www.jockeysp.com.br/news_mostra_novo.asp?id=3794&title=3794&page=default&&idn=3794

19 maio 2013

Futebol é fichinha. Vem cá Felipão.

Por Laércio Sábato
       

Não vou muito com a cara do Felipão. Prefiro-o como comediante – me divirto com as suas entrevistas – do que como técnico de futebol. Reconheço, porém, que sua tarefa não é fácil. E olha que o gaúcho é peitudo: barrou o Romário, tempos atrás, e deixou o Ronaldinho de lado, na última convocação, sabendo que o mundo ia cair em cima. Só que a chiadeira não foi tão grande assim; o homem sacudiu a poeira e foi em frente.
        Mas eu queria mesmo é ver o Seu Scolari no mundo do turfe.  Tentando, por exemplo, no saguão das sociais, escalar o time de ganhadores do GP São Paulo. Não ia dar para "tirar de letra". Ali cada opinião tem o famoso "pano-prá-manga", discussão que não acaba mais. Só pára quando vai fechar o guichê de apostas para o próximo páreo. Do argentino Mehemet Ali (1923) ao nacional Invictus (2012), cada um tem a sua escalação.
        Falando nisso, no meu time têm cadeira cativa Gualicho , Adil e Farwell. Não esqueço também do Viziane, do Figuron e da Donética. E, como craque não pode ficar de fora, vou dar as últimas camisas para Dark Brown, Vomage, Thignon Lafré , Clakson e Sweet Eternity.
        Divergências, favor dirigir-se ao Palpitódromo de Cidade Jardim. Procurar pelo Felipão. Se ele não estiver lá, pode falar com o Miguel, com o Mané, com o Robertão, com o Paulinho e por aí vai. Garantimos atendimento cordial.
        Aproveite para arriscar uns palpites no GP São Paulo de hoje à tarde. Um dos mais equilibrados dos últimos tempos. Meu palpite é Mojito. E o seu?

Curiosidade: Palpitódromo de Cidade Jardim em 1942
Acervo Fotográfico da Biblioteca Mario de Andrade
Autor: Benedito J. Duarte

17 maio 2013

JOCKEY CLUB DE SÃO PAULO ANUNCIA UMA NOVA ERA

 E CONFIRMA UNIFICAÇÃO ANTI-DOPPING JCSP/JCB

Laércio Sábato


O Turfemania/Blog do Aron, atendendo a convite do JCSP, esteve presente à Coletiva de Imprensa, realizada no final desta manhã na sala oficial da Presidência, para o anuncio formal da nova parceria da entidade com os grupos BANDEIRANTES DE COMUNICAÇÃO, CODERE e CHURCHILL DOWS. Na oportunidade, o blog foi representado pelo cronista Laércio Sábato.

O início da cerimônia foi marcado por um áudio visual destacando a longa história do Jockey Club, seus momentos de glória, as incertezas que vem se apresentando no momento e a conveniência de buscar novos horizontes contando com a experiência acumulada por esses parceiros em suas áreas de atuação específicas, a Bandeirantes como forte conglomerado multimídia; a Codere como responsável pela recuperação de hipódromos e operações de apostas, notadamente na América Latina; e a Churchill Dows na realização de eventos de forte impacto, como o Kentucky Derby, por exemplo.

O presidente Eduardo Rocha Azevedo, do JCSP, que se fez acompanhar pelo vice, Ricardo Vidigal Monteiro de Barros, relatou brevemente os investimentos que serão agregados ao novo projeto, passando a palavra sucessivamente ao vice-presidente da Bandeirantes, Paulo Saad Jafet; ao presidente da Codere, André Gelfi; saudando também as presenças do presidente do Conselho Superior do JCCP, Antonio Carlos Coutinho Nogueira, e do presidente do JCB, Carlos Palermo, tendo este último, em rápido depoimento, anunciado sua disposição em apoiar o novo projeto.

Compareceram à cerimônia igualmente, boa parte da Diretoria da ABCCC, os ex-presidentes do JCSP, Paolillo e Pamplona, e vários diretores (atuais e anteriores).

Da imprensa, observou-se um contingente diminuto, registrando-se a presença de membros da crônica de turfe, Jair Balla (TV Jockey), Marcos Rizzon (Jornal do Turfe) e Karol Loureiro (Turf Brasil).

Ao anúncio oficial da nova parceria, que ganhou o slogan de "nova era do turfe", seguiu-se um ping-pong de perguntas e respostas onde se pode recolher as seguintes informações objetivas:
- os novos pontos de captação de apostas, com tecnologia renovada, não terão o mesmo perfil que a Codere adota em outros estados (Turff Bet & Sport Bar). Serão unidade menores e terceirizadas.
- o simulcasting internacional pari-mutual trará para a pedra do JCSP o volume de apostas obtido externamente.
- existirão significativas melhorias quanto à iluminação das raias, novas cercas, novos partidores, novo photo chart e novo totalizador.
- serão melhorados também os instrumentos para a captação de apostas, tanto os físicos (novos terminais) quanto os virtuais (novos softwares).
- a qualidade das transmissões deve melhorar "da água pro vinho", incluído HD, com a entrada da Bandeirantes em substituição à TV Jockey.
- Haverá transmissões rotineiras pela Band Sport e esporádicas (grandes eventos) pela TV aberta.

Os contratos de parceria ora firmados, segundo o presidente Rocha Azevedo, terão a duração de cinco anos e preveem cláusulas explícitas de rescisão.

No tocante a prazos para implementação das melhorias, não houve muita objetividade, restando aguardar os anúncios que deverão ser feitos pelo site oficial do JCSP.

Durante o evento desta manhã houve também a oportunidade de anunciarem em conjunto os presidentes do JCSP e do JCB a unificação dos esforços anti-dopping pelas duas entidades.

01 maio 2013

DE OLHO NO TRAÇADO

Por Laércio Sábato

Se não prestar atenção no traçado da pista,
o traçado te traça. Olho nele.

Aproveitando esta quarta sem corridas, resolvi pegar o helicóptero e sobrevoar as pistas dos principais hipódromos do Brasil. O propósito era ter uma visão geral do traçado de cada um, incluindo as variantes e prolongamentos de pista. Com isso se pode ter mais elementos para compreender diferenças importantes no cotejamento de animais que tenham freqüentado hipódromos diferentes, mesmo que venham a competir numa mesma distancia à qual estejam acostumados. Permite também avaliar melhor o balizamento em cada distância
e em cada local, conjugando com as características do animal (ligeiro, atropelador etc).
Aparentemente o assunto não é novidade pois nos diversos programas oficiais, no cabeçalho dos páreos, aparece um croquis da pista onde estão assinaladas as partidas e as chegadas. Mas essa visão aerofotogramétrica é bem mais precisa para o estudo, e é aquela que gostaria de ter tido, ainda nos anos 60, quando cheguei a visitar o hipódromo paulistano munido de trena e cronômetro para calcular tangentes, senos e cosenos. Que pena que não existia o Google Earth naquela época.
A seguir as imagens para os interessados do Turfemania.




16 abril 2013

CASO DE MORMO CONFIRMADO DIFICULTA AINDA MAIS OS PROGRAMAS



 Por Laércio Sábato

Foi confirmado o caso de infecção por mormo em um animal no município de Arariguama, SP (Km 53 da Castelo Branco). O comunicado foi feito ontem pelo gerente do programa de fiscalização de trânsito de animais da Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo do Estado de São Paulo, Roberto Hunziker, e dá conta de uma Resolução sobre o assunto: o trânsito de animais não foi proibido, mas passa a ser exigido o porte de "exame negativo de mormo" emitido por laboratório credenciado junto ao Ministério da Agricultura (leva uns 10 dias para ser emitido).

O Estado do Paraná, através de sua Agência de Defesa Agropecuária, já havia se antecipado e baixado no último dia 12 uma portaria, condicionando ao porte do mesmo exame o transporte (entrada ou saída) de animais provenientes de unidades da Federação com registro de mormo.

Mais uma dificuldade na formação dos programas de corridas, no JCSP, que é habitualmente alimentado por inscrições do Paraná.

São Paulo não registrava casos de mormo desde 2008, quando essa doença atingiu um cavalo em Santo André, no ABC paulista. O mormo, que é também chamado de Lamparão, é uma doença infectocontagiosa dos equídeos causada pela bactéria Burkholdelia mallei, que pode ser transmitida a outros animais e ao homem (a chance de contágio humano é mínima; há 60 anos não há registro de mormo em pessoas, no mundo)

12 abril 2013

EM REDOR DO BURACO TUDO É BEIRA

Por Laércio Sábato

Por tudo que se fala ou escreve atualmente sobre o nosso turfe, a frase acima
retrata bem o "status quo".
Mas ela não está aí por acaso. Faz parte da confusa letra de um funk de sucesso.
A história é a seguinte:
O acadêmico e dramaturgo Ariano Suassuna, também escritor e poeta, resolveu
contar (e interpretar) em uma palestra no ambiente universitário, o caso de
um "maluco" que queria convencê-lo a aceitar uma modalidade de música mais
moderna. O relato ganhou notoriedade e os sites Jacaré Banguela e Bobagento
decidiram musicalizá-lo. Daí a "bombar" no You Tube, foi um instante. Ficou
conhecido como o Funk do Suassuna ou Funk do Rutherford Bhor (nome do ótimo
animal que corre hoje o Derby Paranaense).
O neozelandês Ernest Rutherford (1871-1937) e o dinamarquês Niels Bohr (1885-
1962) foram cientistas ganhadores de Prêmio Nobel, que se destacaram nos
trabalhos para a compreensão da estrutura atômica e da física quântica. Resta
saber se o criador e proprietário Marcus José Andrade da Cunha, ao nominar
o filho de Hinton Wells quis homenagear os cientistas ou aderiu ao Funk do
Suassuna.
Pelo sim, pelo não, você, se ainda não viu, tem aqui o vídeo do funk. A corrida
do puro sangue você acompanha às 19:45 (6° páreo) pelo simulcasting Tarumã/
Gávea.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=aIwlv2K1lRI

16 março 2013

Um Latino para estrategistas

 Por Laércio Sábato

Meu amigo Marcondes Neto defendia a tese de que os cavalos de corrida, além de bons jóqueis e treinadores, deveriam contar com a colaboração de um técnico ou estrategista, como no futebol. Ali pelo início dos anos 80, chegamos a debater o assunto com profissionais de turfe, proprietários e outros cronistas e o tema chegou a ser abordado no programa Jantar de Sorte, do Nilsão. O registro que trago na memória é que, embora aceita por boa parte da crônica, a idéia caiu no abandono, pela resistência de muitos envolvidos, na base do “seria bom para os outros, mas nós sabemos o que estamos fazendo”.

Essa lembrança me ocorreu agora, quando aqui em Santiago, fui conhecer o “Hipódromo do Chile” e me espantei com o seu traçado. E se acentuou quando fui olhar o histórico das disputas anteriores nesse mesmo cenário.




Em 28 disputas do Latino até hoje, 17 foram vencidas por “donos da casa” (61%). Pode parecer natural que o “mandante” (para usar uma figura de linguagem futebolística) leve vantagem. Mas no caso do Hipódromo do Chile esse “handicap” se acentua: foram quatro latinos corridos em sua pista; três foram vencidos pelos próprios chilenos (High Máster em 1984, Édipo Rey em 1990 e Prepo em 1997). O índice então sobe para 75%. E tem mais: Na única vez que venceu um forasteiro, o peruano Comando Íntimo, em 2004, o jóquei era chileno, o experiente Luis Torres.

Trocando em miúdos, dê uma olhada no traçado da pista acima, avalie as curvas acentuadas (lembrando que a largada é no começo da reta de chegada, de 450m) e responda: dá para chegar aqui com “a cara e a coragem”. Ou seria melhor contar com um estrategista que examinasse uma a uma as atuações dos adversários (tapes, campanhas, pedigrees, estado da raia, etc...). Ou seria melhor contar com um estrategista full time, para ajudar a “ensaiar a jogada”, com múltiplas hipóteses. Quem quiser fazer esse exercício pode começar assistindo o GP preparatório dos chilenos, disputado em 09/02/2013, vencido por Bafana, em prova que o Matter of Time reaparecia (importante observar os parciais). O link é www.youtube.com/watch?v=BpSSC7cemlQ

13 março 2013

Latinoamericano: Campo Oficial e Balizas

Por Laércio Sábato

Sábado 16, no Hipódromo do Chile

2000m -Areia

1 ARISO (60) Carlos Trujillo (PERÚ)
2 MATTER OF TIME (61) Anyelo Rivera (CHILE)
3 VIENE CANTANDO (53.5) Óscar Ulloa (CHILE)
4 STOCKHOLDER (61) Marcello Schimidt (BRASIL)
5 LA COLOSA (53.5) Ángel Siguas (PERÚ)
6 BEDUINO DO BRASIL (55.5) Waldomiro Blandi (BRASIL)
7 DI GIORGIO (55.5) Eduardo Ortega (ARGENTINA)
8 NANSOUK (60) Ronoel Damacena (URUGUAY)
9 DON DIONISIO (55.5) Jorge A. González (CHILE)
10 GRAN ENZO (61) Rodrigo G. Blanco (ARGENTINA)
11 GATO EDITOR (61) Juan C. Villagra (ARGENTINA)
12 SABOR A TRIUNFO (53.5) David Sánchez (CHILE)
13 ENERGÍA EROS (55.5) Tiago Pereira (BRASIL)
14 INOLVIDABLE (60) José Monteza (PERÚ)
15 BAFANA (60) Luis Torres (CHILE)
16 GIANT’S STEPS (55.5) Héctor I. Berríos (CHILE)

30 abril 2011

Adubando, dá

Por Laércio Sábato


Ontem tive que quebrar a rotina e não pude acompanhar o início das corridas da Gávea e Tarumã, por um motivo mais que justificável: reunião de pais na escola de minha filha mais nova, a Luiza, que agora em Março completou 6 anos. Encerrada as avaliações do primeiro bimestre, já ia me despedindo da professora, quando alguns desenhos no canto de sua mesa me chamaram a atenção, especialmente o que estava por cima, do André, um garoto de 5 anos, cuja mãe já tinha se retirado. Arrisquei perguntar:

- Professora, que desenhos são estes aqui na sua mesa, fora das pastas?

- Ah, são alguns presentes que eles me dão. Quase sempre me trazem de suas casas e eu fico orgulhosa por lembrarem de mim, disse ela.

O do André sobressaía. Pedi emprestado para copiar e reproduzo abaixo :



Francamente não conheço os pais do garoto e não deu para saber de antemão se têm contato direto com as corridas. Seria filho de um jóquei? De uma veterinária? De um proprietário ou criador? Ou, quem sabe, de um turfista apaixonado, como nós? Vou procurar me informar. O que impressiona é a riqueza dos detalhes (número na manta, óculos do piloto, ligas etc).

Só sei que voltei para casa pensando: Com “zero” de mídia como é que o menino foi sobrepor o cavalo de corrida sobre as imagens do futebol, dos carros de fórmula 1, e aí por diante?


E é claro que me convenci que temos um longo caminho a percorrer (ou retomar) no sentido de acostumar as nossas crianças a encarar o turfe como um esporte e um ambiente de prazer.

Nos anos 50, quando comecei a ir ao Jockey (época do Gualicho e por coincidência início da televisão no Brasil) o histórico Circo do Arrelia, se apresentava em Cidade Jardim, nas tardes de domingo. Contei isso ao atual vice-presidente, Ricardo Vidigal, outro dia, que me pareceu algo incrédulo (por outra coincidência, seu apelido é o mesmo do parceiro do Arrelia).

E já que estou com o pé nessa estrada, vou lembrar que muito anos atrás sugeri à Diretoria do JCSP (inclusive ao Pasquale Rosa, em uma gestão anterior) que utilizassem o muitas vezes ocioso Tattersall, aos domingos, como teatro de arena infantil. Com portão exclusivo para a Av. Linneo e amplo estacionamento. Parece mais interessante que a remodelação dos brinquedos do “playground da pelouse” (que horror!).

19 abril 2011

BONS VENTOS


Por Laércio Sábato




Foi um fim-de-semana importante para o nosso turfe. Até o clima trabalhou a favor.
         Com a permissão do Aron, vai aqui uma espécie de pauta de assuntos para debatermos nos próximos dias.
           
Um mês de nova Diretoria do JCSP
As medidas tomadas, a nova postura, o site da entidade, a evolução das apostas.
           
O prenúncio da Pedra Única
Da sua importância já sabemos. Dá para acreditar nos prazos (início do 2° semestre)? Quais os problemas?

O GP São Paulo
Alguém ainda acha o  GP São Paulo samba de uma nota só (Jeca), depois dos “olhos-mecânicos” (vale a pena ver nos sites), de Cisne Branco sobre Anakin e Hunka Hunka  e de Uno Amore Mio sobre Uma Beleza e Agasias? Isso sem falar de Another Xhow, Sal Gosso, Quadriball, quem sabe o Nhoque à Cacique Negro, e outros.
E o OSAF, a Milha e o Quilômetro? Pode pintar excesso de inscrições aqui ou ali.

A nova equipe da TV Jockey
Melhorou muito o novo formato. Os personagens já eram conhecidos. Jair Balla é disparado o melhor comunicador (ou mestre-de-cerimônias) do turfe brasileiro. Às vezes exagera um pouco nos “abraços e beijos”, mas dá outra dinâmica ao programa. Renatinho voltou muito bem. Sóbrio e objetivo, passa confiança sem precisar falar muito. O Lucas domina bem a matéria e com um pouco mais de “graxa”vai se equiparar ao companheiro. Ponto altos: as presenças do Estanislau e do Feltran, ótimas escolhas; as dicas preciosas do Renatinho (Paris It, com confiança, mesmo tendo perdido) e do Lucas (cotar Um Amore Mio, como bom azar). Pontos fracos: o mobiliário precisa mudar (aquele púlpito do Jair , então, não tem nada a ver) e a “barriga” em maiores informações sobre a Celebra.

O recorde de acessos ao Blog

721 acessos ontem no Blog do Aron. Você faz parte dessa história.

21 fevereiro 2011

CORRIDA DE OBSTÁCULOS




Por Láercio Sábato


“Quando chega a hora de ver o espetáculo, e participar dele, já estamos cansados demais para apostar, de tanto superar obstáculos” (De um turfista desconsolado)



São 10:30 da manhã e a raia para as corridas de hoje não está definida. A decisão da Comissão de Turfe ficou para as 16:00, duas horas e meia antes de começar o espetáculo.

O grande obstáculo para a tomada de decisão antecipada é a incerteza do tempo. Ninguém quer embarcar nas previsões dos diversos institutos de meteorologia, e decidir: a pista é esta, e ponto final! Vai que eles erram...! Em outras palavras, por mais que os climatempos da vida se baseiem nas informações de satélites e institutos consagrados (o ITA, por exemplo) não há comissário que se arrisque a chamar para si essa responsabilidade. Ou seja, uma previsão com conotação científica não serve. Temos que aguardar a palavra final daquele aparelhinho mecânico, de confiabilidade e critérios de aplicação duvidosos, sua majestade o penetrômetro. Depois vem sua tabelinha, com todos as massagens permitidas. Para completar inventaram a tal medição “informativa”, que na verdade não informa nada, pois de sábado para domingo deve ter saído sol de madrugada, tal a “secagem” ocorrida no piso do Jockey.

Para completar, por ora, queria lembrar que em economia é largamente usada um ferramenta chamada “teste da elasticidade da demanda” que, trocando em miúdos, quer dizer o seguinte: se aumentamos em tanto o preço de nosso produto, qual o impacto que isso trará na nossa receita total? Alguém das diversas comissões de turfe que temos acompanhado deu-se ao trabalho de realizar, com rigor matemático, um teste da elasticidade da demanda de apostas, quando se antecipa uma mudança de raia. Quanto se perde alterando alguns páreos da grama para a areia, em caso de dúvidas, e quanto se ganha com o prévio conhecimento da pista, por parte dos apostadores.

É a dúvida que fica no ar.

20 fevereiro 2011

Cidade Jardim continua na UTI





 Por Laércio Sábato


Está cada dia mais difícil tapar o sol com a peneira. O movimento de apostas em Cidade Jardim continua na terapia intensiva. Ontem beirou novamente os 400 mil. Eram 10 páreos, incluindo duas provas de grupo e bolo e betting com altas garantias. Em contrapartida, o público paulista apostou, no programa da Gávea, 279 mil, o que representa 68,4% do apostado aqui. Se levarmos em conta que boa parte dos turfistas de São Paulo já estão cadastrados no JCB (apostam direto), dá para inferir que o paulista assimilou in totum o estado da arte do turfe carioca, coisa inimaginável anos atrás.

Alguns dirão que isso não importa. Afinal essas apostas passam pela caixa registradora daqui. Mas não falta quem preconize que pelo andar da carruagem nos tornaremos um centro de treinamento do Rio e um mero betting point do clube co-irmão.

Algo precisa ser feito com urgência. A verdade é que o turfista não tem o que apostar. Boa parte dos páreos desfalcados de hoje em dia, aparece com aquele tipo de favorito que não compensa ir a favor e não dá para apostar contra. Fica difícil, portanto, entrar no páreo-a páreo. As apostas especiais também têm problemas com os páreos vazios. Ontem o pick 3 inicial saiu favorecido com dois favoritões vingando (1,00 e 1,30) e o resultado final foi pífio. É preciso entender que essas modalidades de apostas já não têm a atratividade de outrora. Não adianta a equipe encarregada da transmissão ficar repetindo frases do tipo “começa o pick 3”, “não deixe de apostar no pick 3”, “você tem menos de um minuto para apostar no pick 3” (vale para outros tipos de aposta), se o turfista não estiver motivado para essa modalidade. É só pensar o seguinte: um apostador vai jogar R$ 10,00 indicando um cavalo seco no primeiro páreo, um outro seco no segundo e só depois poderá fechar em páreo à sua escolha. Vamos supor que seja outro animal cravado (para facilitar o exemplo). Acertando, receberá um benefício de 100%,. Se os três animais pagarem 2 por 1, receberá R$ 160,00. Se jogar R$ 13,33 (ao invés dos R$ 10,00 do suposto pick) receberá os mesmos R$ 160,00 (com os mesmo rateios), escolhendo os três páreos ao seu bel prazer. Poderá pelo menos fugir daquele treinador, jóquei ou proprietário com quem “não simpatiza muito”.

Algumas medidas podem ser tomadas de imediato:

- Expandir o aumento de prêmios concedido recentemente.

- Mudar o critério das chamadas. Abandonar o projeto de inscrições para provas comuns, passar a recensear o plantel disponível e otimizá-lo com inscrições da própria comissão sujeitas a referendum dos proprietários e treinadores.

- Flexibilizar o Plano de Apostas, instituindo o Doble e o Triplo (acumuladas de 2 ou 3 páreos com bonificação extra). Dependendo do programa formado fazer o pick com duplas e não com vencedores. Reduzir o valor unitário de apostas nos concursos para permitir o ingresso do pequeno apostador, hoje alijado.

- Examinar criteriosamente o campo dos páreos incluídos nos concursos, buscando aferir principalmente o grau de eficiência dos profissionais envolvidos (e portanto confiança do público).

- Cobrar mais amiúde explicações de profissionais sobre “fracassos” com animais muito visados (e divulgá-las). Especialmente com aqueles favoritões que “quase chegam lá”, ao invés de encaminhar para exames os que fracassam inapelavelmente.

16 fevereiro 2011

Feirante dá aula de marketing



 Por Laércio Sábato

Sempre gostei das tiradas inteligentes. Aquelas que só os sujeitos “acima da média”são capazes de bolar e que alguns “razoavelmente espertos” são capazes de entender. Nunca esqueço da forma como o Jorge Bouquet, colega do curso médio e depois cineasta, livrou-se no exame oral da curiosa pergunta da Myrian, exigente professora de Biologia, que pretendia medir os conhecimentos do aluno sobre a formação das células:
- Senhor Jorge, qual a semelhança entre o elefante e a palmeira?
Meu amigo acusou o golpe e respirou fundo. Depois, em meio ao clima de suspense que se formou, manteve o ar de seriedade, e disparou, sem se fazer de rogado:
- É que nenhum dos dois serve para fazer doce de abóbora!
Não foi reprovado. Nem advertido. A examinadora acabou aceitando seus argumentos de que a questão, como foi formulada, admitia muitas respostas. Até aquele disparate.
Doutra feita, um funcionário de um grande banco viu-se em apuros para explicar para superiores e colegas porque dissera, na fila do elevador, a contundente frase: o ascensorista aqui na empresa é mais eficaz que o presidente. Levou um tempão para convencer o pessoal, com a história que o ascensorista cumpria com precisão 100% das atribuições previstas na sua descrição de cargo, enquanto o presidente ficaria contente se correspondesse a 80% das expectativas dos acionistas. Os comentários só pararam quando o próprio presidente chamou o funcionário tagarela para cumprimentá-lo pela correta constatação.
Todo esse intróito para explicar o título desta postagem. Feito pra criar impacto. Que poderia se resumir na singela pergunta: Quem entende mais de marketing: os Diretores do Jockey ou o modesto feirante?
O assunto me ocorreu quando fazia a feira, no domingo. Como era dia de corridas, deixei para rabiscar esta encheção-de-linguiça durante a semana.
No caminho da feira faço mentalmente uma pré-avaliação de preços, do tipo “quanto estou disposto a pagar”. Como o turfista, quando tenta prever as cotações de cada animal, para decidir se interessa apostar. No último domingo, sabia que o tomate, por exemplo, estava com o preço nas alturas (informação de cocheira). Tinha até preparado uma gozação (me dá cem gramas aí) para cutucar o pessoal da barraca do japonês. Não deu outra: o precioso legume oscilava entre quatro e cinco reais, coisa para assustar o bolso mais generoso. Achei que ninguém ia levar. Nem os italianos (ir à feira e não comprar tomates é pior que ir a Roma e não ver o Papa). Mas os comerciantes acharam um jeito de não assustar a freguesia. Passaram a vender em “porções” (bacias), com peso um pouco menor e preço mais acessível. Para os que resistiam, vinha o convite: levar um produto ligeiramente inferior, ali ao lado.
O mesmo expediente funcionava para outros gêneros: a mandioca, que podia ser encontrada in natura, descascada e até cozida; a melancia, oferecida inteira, em metades ou em repartes; e por aí afora. O importante é que o vendedor sempre procurava eliminar os óbices de venda. O preço (no tomate), o incômodo de processar (na mandioca), o tamanho (na melancia).
Na tarde do mesmo domingo o Casella pegou mais uma vez a peteca, digo microfone, com a difícil incumbência de proclamar atrativos em um produto mal desenhado e mal embalado. Que começava com três páreos de apenas cinco números, dois com seis, e um com sete (isso porque a raia original foi mantida, caso contrário poderia ser menos), em nove programados. Qualquer crítica que se faça será rebatida com a resposta da carência de animais, de terem sido essas as inscrições apuradas na formação dos programas.
Faz pelo menos 15 anos que sugiro à toa acabar com o tal “projeto de inscrições”. Formar os programas com base no recenseamento permanente dos animais aptos. Às segundas-feiras os treinadores informariam seu lote (muito fácil hoje, com a Internet). Toda terça sairia uma programação que maximizasse a planta existente. Lembro aqui que hipódromos menores (sem manias de grandeza injustificáveis) acabaram fazendo isso para sobreviver.
Outro ponto difícil de entender é o da “inflexibilidade do cardápio”. Qualquer que seja a composição do programa formado, entram os concursos e as apostas rotineiras. Quem disse que páreo de sete ou menos animais tem que ser trifeta? E que de oito para cima tem que ser quadrifeta? Há páreos em que o grau de dificuldade independe do número de animais.Uma quadrifeta em um páreo de sete não pode ser mais complexa que uma trifeta em um páreo de oito ou mais? E os concursos? Não era previsto antigamente que teriam que ser de “X” pontos. Porque não um bolo de sete, ou de nove, dependendo do programa? E os preços das apostas unitárias (valor por inversão) não poderiam variar também, dependendo dos páreos formados neste ou naquele programa?
Nisso também os hipódromos menores agem melhor, oferecendo o remate. O leiloeiro com liberdade de apregoar duplas ou exatas, quando aparece um favorito proibitivo
Voltemos à feira-livre. O feirante, como dono do negócio, oferecia, horas antes, seus produtos como melhor entendesse. Procurando identificar o desejo (necessidade) do consumidor e oferecer, de forma lucrativa, o produto para satisfazê-lo (definição mais elementar do marketing, ensinado nas escolas). Sem sequer contar com ajuda da tecnologia.
O Jockey, à tarde, oferecia um produto por natureza prescindível (apostas), pouco atraente para o mais animado dos jogadores. Congelado na sua composição desde a formação dos programas, dias antes. E “embalado” de forma estandardizada (vencedor, placê, dupla-exata, trifeta, quadrifeta, concursos rotineiros). De nada adianta dispor de canais de comunicação e venda com tecnologia avançada (mas também cara). Dá no que deu neste domingo: 400 mil de movimento em CJ, cuja retirada provavelmente não cobre os insumos (só de bolsas de prêmios foram mais de 90 mil, sem prova clássica).
O locutor e comentaristas (mesmo encarados como promotores de venda) não podem fazer milagre. Fica difícil vender o produto que a empresa fabricou.
O feirante pinta e borda na sua barraca. É o dono.
Os donos do Jockey são os associados. Que elegeram uma Diretoria para representá-los. Alguém tem que chamar para si a incumbência de mexer no produto que é colocado à venda.
Ou admitir que o feirante é barbada na competição de marketing com os Diretores do Jockey
Finalizando, se alguém quiser questionar meu primeiro parágrafo argumentando que quero me arvorar a ser o que não sou (inteligente, por exemplo) devo lembrar a velha piada do sujeito que vai trocar um pneu furado na porta do hospício e não encontrando os parafusos que havia retirado às pressas vê-se em apuros e é ajudado por um louco que lhe recomenda tirar provisóriamente um de cada uma das outras rodas para resolver o problema. Após fazê-lo, no entanto, vira-se para para o colaborador, sentado no muro do manicômio, indagando: espera aí, você não é louco? E ouve como resposta: louco eu sou; mas não sou burro!

30 janeiro 2011

MOINHO SÃO VICENTE


 
Por Laércio Sábato

Há um momento na vida em que você começa a se preocupar com os neurônios. Melhor dizendo, em preservar os que restaram. Está mais que provado que com o passar do tempo eles começam a escassear e a única saída, principalmente para quem se mete nos estudos do turfe, é economizar, fazer uma poupança. Sabe como é, gasta muito aqui, vai faltar ali. Neurônios, repito, porque dinheiro, nem pensar.
Cidade Jardim deu uma folga, tem o concurso do Blog, resolvi enveredar pelo programa da Prateada. De repente me dei conta que São Vicente não é um hipódromo. É um moinho. Da razão e da emoção. Onde a massa cinzenta ainda presente se enrosca com as remotas emoções daquele local, guardadas na memória. Não é fácil cotejar os bichos “de casa” com os que chegam de São Paulo e Rio. Decifrar o enigma da atribuição de montarias. Assimilar uns estranhos handicaps. Fica mais difícil ainda envolto nas lembranças das centenas de idas-e-vindas pela velha Anchieta desde os anos 60, quando a Imigrantes não era nem projeto. Descíamos toda quarta-feira. Geralmente o Olavinho Rosa, o Abbud, o Elias e eu. Trabalhávamos no mesmo local, caprichávamos nos estudos. Era difícil qualquer Tritotal ou bi-dupla escapar da gente. E ainda tinha o tio do Olavinho como balanceiro oficial e o Barrosinho para dar uma mãozinha. O jantar do fim de noite era sempre garantido. O peixe na ponta da praia, o filé a Daniel no Almeida, ou, no mínimo, um churrasco, no Chopp do Gonzaga. E a volta prá casa, sempre descontraída, já na madrugada. Coisas simples, como convinha aos verdadeiros turfistas. Na noite seguinte estávamos a postos no Bonfim, em Campinas, acompanhando os cavalinhos. Ainda bem que antes do novo Jockey existiu o velho Jockey.

22 janeiro 2011

Deu branco? Tome buraco negro!



Por Laércio Sábato

Nos bons tempos do turfe, quando aposta via Internet não era nem futurologia, passar em branco em um dia propício para corridas era uma aflição geral. Nem mesmo dias santos ou o “finados” eram perdoados. No mínimo aparecia o Trote para preencher o vazio.
Ontem, uma sexta-feira, costumeiro dia útil para os cavalinhos, passamos batidos. Mesmo ponderando a escassez de animas aqui ou ali, foi autêntico buraco negro. E ninguém disse nada. Como se fosse a coisa mais natural do mundo. A Gávea antecipou sua habitual reunião para quinta, dia de São Sebastião, padroeiro. Cidade Jardim adiou para terça, aniversário da Cidade, sua costumeira reunião das segundas. O Tarumã optou pelo brecha da segunda, ou seja, fugiu do feriado prolongado dos cariocas (quinta a domingo) para entrar no feriadão dos paulistas (sábado a terça). O Cristal não quis arriscar mudanças. Campos continua em reestruturação. E São Vicente optou pelo domingo do fim-de-mês.
Antes de sonhar com a pedra única, precisamos pensar em unicidade de comando nos assuntos do turfe, nesta era simulcasting. Como não dá para cogitar a fusão dos clubes envolvidos, presos a estatutos e corpo associativo distintos, e operando por cartas-patente que remontam ao período da segmentação geográfica (hoje totalmente superada pelo avanço da teleinformática) é preciso pensar numa espécie de Comissão de Corridas Nacional, que centralize calendários, procedimentos e até julgamentos das corridas. Ou então essa verdadeira reserva de mercado, uma das poucas hoje conferidas em nosso país, deixará de existir por razões políticas ou econômicas.

11 dezembro 2010

Momento Pellegrini


Por Laércio Sabato


Estou abrindo esta postagem à parte para curtirmos o festival do Pellegrini, hoje á tarde.

1- Quem quiser ver a matéria que o La Nacion fez com o Petrochinski vai aqui
2- A ótima cobertura do Clarin, sobre o evento está aqui
Destaque para o artigo El Caballo Del Stud de Paul Samuelson (para quem não sabe, considerado um dos pais da economia) que mostra que não é só no Brasil que o Turfe vive suas agruras.
3- Retrospecto completo do Anchoreña (11° páreo de lá) aqui
(é só clicar no nome de cada competidor)
4- Retrospecto completo do Pellegrini (13° páreo de lá) aqui
5- Retrospecto completo do Unzué (15° páreo de lá) aqui


Algumas perguntas que não querem calar?
Deixaram o Falero a pé no Pellegrini? Locos!
O Domingos saiu de um quatro anos ganhador de quatro nos 2400 (incluisive dois G1) para montar um 3 anos com uma vitória em 2000 areia?

Responda quem souber.

25 novembro 2010

CONTA DE CHEGAR


Por Laércio Sábato


Segundo o Raia Leve, a reunião de sócios do JCB para requerimento do impeachment da atual Diretoria, realizada ontem em hotel da zona sul, contou com a presença de aproximadamente 300 sócios. A convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária, por associados, conforme estatuto do clube, será possível se o movimento atingir 400 assinaturas. Ainda de acordo com o estatuto a abertura de uma AGE se dará com 400 nomes no livro de presença em primeira convocação, ou, na falta destes, com qualquer número, em segunda convocação.

É um páreo para se assistir! Ou alguém quer dar palpite nesse mano-a-mano, aqui no Turfemania?
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