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11 novembro 2013

Jogando Conversa Fora - Marcelo Augusto

Stud Figuron & Varanda


Considerações sobre o Derby 2013

FIXADOR: foi um legítimo tríplice coroado, não deixou dúvida sobre a sua

classe e categoria, corre aonde o jóquei assim desejar.

M.F.GUSSO: hoje um dos melhores treinadores em atividade no país, seu

índice de aproveitamento é impressionante. Recordo-me de sua presença

na mesa do turfe, comentando que tinha uma tropa de filhos do Craft C.T

muito boa, isso muito do Fixador estrear.

ANTONIO QUEIROZ: confesso que fiquei com um nó na garganta

quando o Fixador cruzou na frente, meus olhos marejaram, fiquei muito

emocionado. Não tem como não simpatizar com o Antônio Queiroz e

sua família. Para mim, ele é um grande exemplo de superação, pois todos

nós sabemos das dificuldades e batalhas que teve que enfrentar pela vida.

Por tudo isso “é um vencedor”. Esteve perfeito nas 3 provas da tríplice.

No Derby, páreo cheio, não quis correr o risco de ficar encaixotado e assim

correu mais próximo possível, demonstrando muita tranquilidade.


“Com decisão e personalidade, o trabalho do jóquei é ter o cavalo na posição certa e na hora apertar o botão. E nos metros finais, esperar que o treinador tenha feito o seu trabalho de dar ao cavalo aquele preparo para o esforço final. Nenhum jóquei dá pernas para o cavalo, mas nem sempre você consegue estar no ponto que deveria estar e é ai que tem que improvisar e acreditar que esteja tendo a melhor decisão”... Lester Piggott. 


JASPION SILENT - Cheguei a sabatinar o Aron, no intuito de saber o motivo

de tê-lo indicado contra o candidato a Tríplice Coroa. O Aron me disse que

havia feito uma fotografia do páreo e o ritmo da prova poderia favorecê-

lo. Ele não estava enganado. Foi uma derrota para fazer chorar tantos

os seus responsáveis, como também aqueles que nele confiaram suas

apostas. Deveria ter sido desclassificado pela imperícia de sua joqueta que

não esteve bem, faltou calma e equilíbrio.


“Se você se deixa encaixotar, é porque não conseguiu estar no lugar certo na hora certa. Não adiante se afobar. Espere o momento certo, mas quando este aparecer, não pense se dá ou não para aproveitá-lo. Vá. Como numa fotografia, se você sente o momento e pensa se é ou não o momento, você simplesmente perdeu o momento. Estará fotografando outro momento. Não aquele que cativou ..............

“Na vida da corrida de um cavalo tudo depende de equilíbrio. Se ele perder seu balanço, ele perde em velocidade e senso direcional. E isto poderá lhe custar a carreira. Perde posições em horas decisivas, ou é alcançado a 50 metros do disco. Parte da nossa responsabilidade é manter o balanço do cavalo quando este está correndo, e mantê-lo equilibrado requer que você acima dele deve estar igualmente equilibrado todo o tempo, seja na subida ou na descida ...........”

“Cada cavalo tem o seu próprio centro de gravidade. Ali atrás das paletas. Cada jóquei tem o seu. Você pode mudar o seu, não o do cavalo. A cada galão o centro de gravidade do cavalo vem em sua direção. Manter o cavalo em balanço em todos os seus galões, é a sua responsabilidade. Do inicio ao final da carreira”. Lester Piggott. 


CRAFT C.T: foi uma grata surpresa. Logo na primeira geração um tríplice

coroado.

FIXADOR e JASPION SILENT: são netos do KNOW HEIGTHS, nas provas de

fundos ele fala alto. Acredito que o Haras Ponta Porã é um dos maiores

depositários de filhas do KNOW HEIGTHS e elas não funcionaram muito

bem como o Durban Thunder, entretanto, verifica-se que com outras

tribos, a coisa pode ser diferente.

SUNDAY SILENCE: o grande chefe de raça por pouco não gravou o seu

nome na tarde do DERBY, através da legítima ganhadora do DIANA,

ENERGIA FRIBBY (Agnes Gold) e do JASPION SILENT (Silent Name).

Sua tribo adaptou-se muito bem ao nosso hemisfério. Bela sacada dos

responsáveis pelo Haras Estrela Energia trazendo em definitivo o AGNES

GOLD, hoje muito valorizado.

ENERGIA FRIBBY: provou mais uma vez que tamanho não é documento.

Linha materna do consagrado Haras Rosa do Sul, provando mais uma vez

que continuamos a se aproveitar das grandes linhas maternas importadas

pelos criadores do passado.

09 abril 2013

Jogando Conversa Fora

Por Marcelo Augusto

A FANTÁSTICA HISTÓRIA DE FANFRELUCHE
FANFRELUCHE (1967, CAN), por Northern Dancer e Ciboulette, por Chop Chop, pertencente a linha 4-g, foi uma excepcional corredora, vencedora  de 11 carreiras em 21 saídas, com destaque para o Princess Elizabeth Stakes, Natalma Stakes, Fleur De Lys Stakes, Manitoba Centennial Derby, Alabama Stakes, Benson & Hedges Invitational H. (NTR), Quebec Derby, Bison City Stakes, Selene Stakes. Suas performances lhe valeram a coroa como Canada´s Horse of the Year de 1970. Teve sua campanha encerrada por uma lesão no tendão quando se preparava para sua campanha dos 4 anos.
Levada à reprodução, coberta por Buckpasser, gerou seu primeiro produto - L'Enjoleur (Canadian Horse of the Year de 1975 e Champion 3 year old colt), vencedor de15 carreiras em 30 saidas, com detaque para o Laurel Futurity (G1), Ontario Foaled Stakes, Coronation Futurity, Cup And Saucer Stakes, Summer Stakes, Winnipeg Futurity, Clarendon Stakes, Carling O'Keefe Invitational Handicap, Queens Plate Stakes, Prince of Wales Stakes, Manitoba Derby, Quebec Derby, Col. R. S. McLaughlin Handicap, Harry Jeffrey Handicap. Seu segundo produto, por Le Fabuleux, foi L'Extravagante, vencedora de 3 carreiras, com uma colocação clássica (3ª no Oaks canadense). Seu terceiro produto, foi Grand Luxe, por Sir Ivor, ganhadora de 10 corridas, com destaque para Fury Stakes, Convenience Handicap, La Merced Stakes. Seu quarto produto, La Voyageuse, por Tentam, ganhou mais de $ 500.000, vencendo 26 carreiras em 56 saídas, incluindo o Oaks canadense e 12 outros Stakes, foi Canadian Champion Three Year Old Filly de 1978, Canadian Champion Handicap Mare de 1979 e Canadian Champion Sprinter de 1980.  Nesse mesmo ano, seu meio-irmão Medaille D'or, por Secretariat, quinto potro da Fanfreluche, foi eleito o Canadian Champion 2 Year Old. Com dois filhos nomeados campeões na mesma temporada, Fanfreluche levantou o premio de reprodutora do ano no Canadá. No anterior, 1977, foi um ano marcante na vida de Fanfreluche, digno de roteiro de um filme de romance e mistério. Em 25 de junho de 1977, a equipe da Claiborne Farm, fizeram uma terrível descoberta: Fanfreluche tinha sido roubada de seu paddock. O crime, relatado inicialmente para a polícia, foi rapidamente entregue ao FBI. Não havia nenhuma dúvida o quanto era valiosa a Fanfreluche, que na ocasião carregava em seu ventre um produto do Secretariat. Teorias sobre o roubo giravam em torno de três possíveis motivos: resgate era o mais óbvio, entretanto, semanas se passaram e nenhuma demanda veio, outro motivo era  a utilização de seu produto por Secretariat para uma campanha nas pistas ou na reprodução (com documentação falsa) e a terceira opção, menos provável, era uma vingança política, visto que o proprietário de Fanfreluche, Jean-Louis Levesque, foi um industrial importante, que tinha influência política. O FBI divulgou fotos de Fanfreluche por todos os cantos, principalmente em pistas de corrida e fazendas, até o seus sinais, incluindo-se sua estrela na cabeça, seus posteriores calçados, manchas e até o número de tatuagem tornou-se de conhecimento comum entre a população. Entretanto, mês após mês, nenhum sinal da égua seqüestrada. Então, tão subitamente como tinha começado, acabou. Em 8 de dezembro de 1977, o mundo das corridas deu um tremendo suspiro de alívio com a notícia: Fanfreluche tinha sido encontrada. Como ou porque ela acabou sendo encontrada a 150 quilômetros de Claiborne, em Tompkinsville, Kentucky, ainda é um mistério. Residentes locais Larry e Sandra McPherson receberam um telefonema de um amigo no início de julho que um dos seus cavalos estava solto. Eles foram investigar e encontraram uma égua robusta vagando ao longo da estrada. Ela tinha queimaduras de corda ao longo de sua perna esquerda e atrás da orelha, com riscos ao longo de seu dorso. Ela não usava cabresto, mas quando a pegaram, ela seguiu-os de bom grado de volta para sua casa. Os McPhersons perguntram em torno da cidade se alguém estava a procura de um cavalo. Mesmo depois da notícia do desaparecimento de um premiado cavalo de corrida, eles nunca suspeitaram que aquela égua encontrada poderia ser a Fanfreluche. Os anos longe da pista tinha tirado seu olhar atrevido. Ela passou a ser chamada de Brandy e eles a mantiveram em um galpão de madeira atrás de sua casa. Eles montaram ela várias vezes, como Sandra disse mais tarde para a The Blood-Horse. "Mesmo devagar ela galopava de forma violenta e às vezes era muito difícil de ser contida." No final do outono perceberam que ela estava prenha e logo depois, em 8 de dezembro, eles foram visitados pelo FBI, que havia recebido uma dica. O presidente da Claiborne Farm,  Seth Hancock acompanhou os agentes até a casa dos McPherson.  Seth entrou no galpão e viu a égua, com uma pelagem pesada. Ele checou seus pontos e sua tatuagem no lábio e fez uma identificação positiva. Fanfreluche foi levado de volta para Claiborne. A edição de 12 de dezembro de 1977, da The Blood-Horse estampou uma Fanfreluche com o olhar feliz e saudável.  Seu potro de 1978 foi nomeado Sain Et Sauf, francês para "sãos e salvos." Ele não era um dos seus melhores cavalos de corrida, vencendo apenas três corridas e acabou sendo vendido para a Índia para garanhão. Mas Sain Et Sauf foi sem dúvida o mais bem-vindo. Fanfreluche foi vendida em 1978 para Bertram Firestone, e ela produziu o ganhador de grupo 2, D'Accord, por Secretariat, que mais tarde tornou-se um bem-sucedido garanhão de Nova York. Fanfreluche amadrinhou uma égua de nome OPTIMISTIC GAL (1973, Usa, Sir Ivor e Hopes Ahed, por Traffic Judge) e ambos foram companheiras por longos e longos anos. Ambas morreram devido a idade avançada em 1999. 
FANFRELUCHE


















LEGADO
É indiscutível a importância da Fanfreluche na criação mundial, dela descendem pelo menos 5 garanhões de ótimo padrão, os champions sires FLYING SPUR, ENCOSTA DE LAGO, LODE, HOLY ROMAN EMPEROR, todos por intermédio de sua filha Grand Luxe e D´ACCORD (pai de 19 Stakes Winners).



ENCOSTA DE LAGO

  















HOLY ROMAN EMPEROR















FLIYNG SPUR

 













LODE
















No Brasil a sua descendência também fez sucesso, tivemos os ganhadores clássicos, Laurenciano, Suck Out Queen e Alegria de Pobre.


12 fevereiro 2013

JOGANDO CONVERSA FORA 14

Por Marcelo Augusto

Antes de dar prosseguimento a esse inventário das matrizes importadas pelo Haras Ipiranga junto ao Marcel Boussac, gostaria de salientar que o histórico dos ganhadores clássicos apresentados nos artigos são facilmente encontrados nos catálogos dos leilões dos Haras que detém consigo essas linhas maternas. Embora num primeiro plano esse histórico traz consigo um tom repetitivo, o intuito de tudo isto é simplesmente demonstrar aos nossos amigos que uma ação praticada há mais de 50 anos pelo criador Euvaldo Lodi produziu e ainda é capaz de produzir efeitos positivos em nossa criação, fazendo o nome de importante Haras que delas se beneficiaram. Outro detalhe é o fato de que quando você abrir um catálogo para escolher um potro ou potranca, sabedor da origem daquela linha materna, com certeza facilitará na sua decisão.

HYPANIS (Fr. 1945) – Linha 13-C

Jock X Tharida, por Goya

Criação: Marcel Boussac (Haras de Fresnay-le-Buffard)

Propriedade: Haras Ipiranga

BERCEUSE – Br. 1953 – Galcador x Hypanis, por Jock

No seu pedigree, além das duplicações em Teddy, Gainsborough, Durbar e Bayardo, o que me chamou mais a atenção foi a duplicação em Tourbillon, que igualmente a Hypanis, pertencia a família 13-C.

CALORIE – Br. 1954 – Flamboyant de Fresnay x Hypanis, por Jock

Sua estrutura buscou também a concentração da família 13-C, pois há duplicação na égua Banshee, avó de Tourbillon, além a própria Hypanis pertencer a essa linha através do ramo da Frizelle.

DIAGRAMA – Br. 1955 – Fairy King X Hypanis, por Jock

Pedigree com duplicações em Teddy, Durbar e Sans Souci

GANDAIA – Br. 1958 - Flamboyant de Fresnay x Hypanis, por Jock

Irmã própria de Calorie.

JOSEFA – Br. 1961 – Kameran Khan X Hypanis, por Jock

Pedigree com duplicações em Gainsborough, Durbar e Blandford.

BERCEUSE foi corredora e produtora clássica, tendo gerado a HAPPY, por Manguari, ganhadora do Clássico Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos, prova internacional de velocidade em Cidade Jardim e também aKURRUPAKO, por Al Mabsoot. Sobre o Kurrupako, recentemente o Sr. Milton Lodi postou artigo narrando com detalhes a sua campanha e também seu desempenho como reprodutor. Na década de 80 a linha da Berceuse, através de sua filha Happy, foi responsável pelo surgimento do fenômeno em pistas TROYANOS, por Vacilante e Lady Pat (Sabinus e Nappy, por Adil e Happy), criação e propriedade do Haras Santa Maria de Araras, ganhador de 10 corridas, sendo 9 clássicas, 4 de grupo 1, GP São Paulo; GP. Brasil; GP Derby Paulista; GP Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos de Corrida, Gávea; GP Nestor Jost, Gávea; GP Presidente Arthur da Costa e Silva, Gávea; GP Mário de Azevedo Ribeiro, Gávea; GP José Calmon, Gávea e Clássico Trump Cup,  Gávea; e também de sua irmã materna e ganhadora clássica,VIPNESS, por Present The Colors, ganhadora do GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro G1, Gávea e GP Organização, Sulamericana de Fomento ao Puro-Sangue de Corrida - OSAF,G1, Gávea sendo essa mãe do ganhador do clássico Justiça do Trabalho 1º, REGIAO,L, Gávea (1993), Fox Hunter, por Bright Again. Essa linha materna, através de outra irmã materna do Troyanos, Raising Pat, por Waldmeister, foi responsável também pelo surgimento do ganhador clássicoEltmann (1º no Clássico Ricardo Xavier da Silva, Gávea, 28/12/1997, 2200, AL e 2º na Copa ANPC AREIA II,G3, Gávea) e também pela reprodutora Dandy Pat, por Ghadeer, que por Spend A Buck, gerou para o Haras Old Friends, os ganhadores de grupo 1, INVESTOR´S DREAM (GP Juliano Martins, G1, Cidade Jardim e do GP Antenor Lara Campos,G2, Cidade Jardim) e JOCKEY´S DREAM (GP. Jockey Clube Brasileiro, G1 e GP. José Buarque de Macedo, G1, Gávea). Ainda pelo segmento Berceuse/Happy/Nappy/Lady Pat/Vipness/In Heaven/Official Glory, encontramos o ganhador classico Take The Money, por Bright Again, ganhador do GP Piratininga, CJ, G2 e do GP. Presidente Antonio Correa Barbosa, GP 2, Cidade Jardim e da Prova Especial 29 de Outubro.
A responsabilidade pela continuidade desse ramo da Berceuse está depositada nos Haras Santa Maria de Araras, Old Friends, Springfield e Ponta Porã, que detém consigo as suas descendentes. Haras que normalmente licitam seus potros e potrancas e com certeza vamos nos deparar com descendentes dessas linhagens.







da CALORIE teve um desempenho um pouco mais tímido, através de sua filha, ORA VEJA, por Takt, que para o Haras Rio das Pedras foi responsável pelo surgimento dos ganhadores clássicos ADALGO, por Figuron, vencedor do Clássico João Sampaio, Listed, 3000 grama, Cidade Jardim e de CAIÇADA, por Naftol, ganhadora do GP Cordeiro da Graça, G3, Gávea e do Clássico Erasmo Teixeira de Assumpção Neto, Listed, Cidade Jardim, tendo como melhor produto em pista, Quarto Rei, por Kew Gardens, ganhador da Prova Especial Phelippe Azzer Maluf. Pelo segmento da Caiçada encontraremos o ganhador de grupo I, COLD CAIÇADO, por Know Heights, ganhador do GP Jockey Clube de São Paulo, 2ª Prova da Tríplice Coroa, G1, criador pelo Sr. Gianni Franco Samaja. O pouco das descendentes desse ramo, encontra-se na posse do Haras Ponta Porã.

A linha da DIAGRAMA nada produziu, estando completamente desaparecida.

A égua GANDAIA, teve um inicio auspicioso, e a exemplo da Berceuse, foi produtora clássica, gerando a TUTSI BONBON, por Xadrez, ganhadora do Clássico Francisco Vilella de Paula Machado, Criterium de Potranca, Gávea e de MARIELLA, por Takt, ganhadora do Clássico Erasmo Teixeira de Assumpção, Listed, Cidade Jardim e além da boa ganhadora Nini Bonbon. Entretanto, no decorrer dos anos sua produção foi ficando tímida a exemplo de sua irmã, Calorie. Desse ramo da Gandaia tivemos ainda a ganhadora clássica MARINEIDA, por Midnight Tiger, criação do Haras Basano, vencedora do GP. Pres. Luiz Oliveira de Barros, grupo 2, Cidade Jardim; FRAULEIN MARJORY, por Maniatao, criação também do Haras Basano, vencedora da Copa ANPC Velocidade, G3, Cidade Jardim; Clássico Pres. Julio Mesquita, L, e Clássico Pres. Waldyr Prudente de Toledo, Listed. Esse ramo sobrevive praticamente das descendentes da Fraulein Marjory, as quais encontram-se de posse do Haras Ponta Porã.

O ultimo produto da HYPANIS, JOSEFA, não produziu fêmeas, estando
desta forma desaparecida.

Pelo histórico apresentado podemos observar que o ramo de maior sucesso da HYPANIS é o da BERCEUSE, onde as chances de sua sobrevivência estão depositados, principalmente porque a manutenção desse ramo está sendo feita pelos Haras Santa Maria de Araras, Old Friends, Ponta Porã e Springfield, que primam pela excelência.

A fundadora do ramo 13-C, foi a égua FRIZETTE, 1905, Hamburg e Ondulee, por St. Simon, dela descendem, por exemplo, Mr. Prospector, Dahlia e Seattle Slew. Provando-se estéril em 1928 e 1929, pouco tempo depois, aos 24 anos de idade, foi enviada a um matadouro. Marcel Boussac considerou-a inútil para as tentativas de melhoramento do seu plantel. Final triste para uma produtora extraordinária.

10 fevereiro 2013

JOGANDO CONVERSA FORA 13

Por Marcelo Augusto

Logo depois de concluído e publicado o último artigo que foi intitulado “o Legado dos grandes criadores” decidi dar prosseguimento a essa serie, fazendo um inventário das grandes importações feitas pelos nossos criadores do passado. Vou continuar com as importações feitas pelo criador Euvaldo Lodi (Haras Ipiranga) junto a Marcel Boussac, me auxiliando até de uma listagem de éguas publicada no livro do Samir Abujamra (Turfe Histórias e Memórias), entretanto, esse primeiro inventário terá como personagem uma égua que não constou da referida listagem. Infelizmente no banco de dados do Stud Book não há o registro de quem a importou, entretanto, o que me levou a crer que ela fazia parte daquele grupo adquirido pelo Haras Ipiranga foi o fato dela ter gerado a 3 produtos por Kameran Khan, ganharão do referido Haras, reforçado também pelo artigo adiante reproduzido. Hoje destacamos a égua chamada PALMARELLA (FR 1952), Pharis e Calista, por Goya, linha 13-c. Palmarella produziu a 5 produtos, 4 femeas, Ditosa e Harkhan, por Kameran Khan, Enolina, por Coaraze e Genaide, por Nordic e 1 macho Fogoso, por Kameran Khan. Pesquisando na Web sobre a Palmarella, encontrei o artigo reproduzido abaixo, extraído do Jornal do Brasil, edição de 26/01/1979, de autoria do colunista “Escorial”, onde podemos ter acesso a um resumo de sua produção.

Fazendo um mapeamento da produção de suas filhas, pude verificar que DITOSA, ENOLINA e GENAIDE, não obtiveram sucesso, tendo como conseqüência a desaparecimento nos pedigrees, ao contrário de HARKHAN que foi a grande responsável pela manutenção dessa linha materna, através de sua filha CANDLE, por Adil, sendo essa mãe da extraordinária EUPHORIE (Prudente), ganhadora do 8 corridas, com destaque para o GRANDE PREMIO HENRIQUE POSSOLLO, G1, Gávea, 11/03/1979, 1600, GL; GRANDE PREMIO BARÃO DE PIRACICABA, G1, Cidade Jardim, 13/08/1978, 1609, GL, GRANDE PREMIO JOÃO CECILIO FERRAZ, G2, Cidade Jardim, 04/06/1978, 1500, AL; GRANDE PREMIO PRES. COM. COORD. CRIA. CAVALO NACIONAL (Taça de Prata), G3, Cidade Jardim, 31/08/1980; 1609; GRANDE PREMIO PREFEITO DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, G3, Cidade Jardim, 14/09/1980, 1609, GL; CLASSICO PRES. ANTONIO T.DE ASSUMPÇÃO NETTO, L, Cidade Jardim, 07/10/1978, 1800, GL; e CLASSICO PRES. JOÃO CARLOS LEITE PENTEADO, L, Cidade Jardim, 23/04/1978, 1300, AL, que exportada para a França, produziu o ganhador clássico BELLO HORIZONTE, por Top Ville. Na sua vida reprodutiva, além da Euphorie, Candle produziu mais 7 fêmeas, VINDIMA, CATSKILL, DIN, FONDUE, JUST HELEN e CADERNETA, teve um macho (HAMMER, por Lunard), que destacou-se como um bom fundista (1º GRANDE PREMIO GAL. COUTO DE MAGALHÃES - TAÇA DE OURO, G2, Cidade Jardim, 3218, GL e 2º no GP. João Adhemar de Almeida Prado - Taça de Prata, 1981). Desta forma, CANDLE passou a ser a grande mensageira da linha da Palmarella e não decepcionou como poderemos no histórico abaixo.



PALMARELLA (Fr. 1952) – Linha 13-C



Pharis X Colista, por Goya



Criação: Marcel Boussac (Haras de Fresnay-le-Buffard)



Propriedade: Haras Ipiranga



HARKHAN – Br. 1960 – Kameran Khan x Palmarella, por Pharis (Piccolotto S/A)



CANDLE – Br. 1966 – Adil x Harkhan, por Kameran Khan (Haras Expert)



VINDIMA – Br. 1971 – Pantheon X Candle, por Adil (Haras Paraíso)



1ª mãe de: LOVE POTION – Br. 1985 – Rio Bravo X Vindima, por Pantheon (GP. Osaf – Grupo 1; GP Luiz Fernando Cirne Lima, G3; e Clássico Associação Latinoamericano de Jockeys Clubs, G3);



2ª mãe de: ESCOTEIRO  - Br. 1997 – Choctaw Ridge X Mão Cheia, por Shangamuzo (GP. João Adhemar de Almeida Prado – Taça de Praça, G1; Clássico Presidente Júlio de Mesquita; Prova Especial Raphael de Barros Filho;



3ª mãe de: DUMASBr. 2000 – Dr. Carter X Classe Especial, por Choctaw Ridge (GP. Osaf – Grupo 1; GP. José Paulino Nogueira – GR. 3)



2ª mãe de: LASSIGNY – USA - 1991 – Gone West X Love Potion, por Rio Bravo (1º Prix Guillaime D'ornano - FR-G2; 1º Rothman's International S. -CAN-G1), 1º Bougainvillea H. - USA-G3, 1º Sam Houston H. - USA); Prêmios:  $1,318,371



2ª mãe de: LEAP YEAR – Br. 1985 – Duplex X Discotheque, por Maverick (Clássico Alberto Santos Dumont – Listed)



CATSKILL – Br. 1971 – Milord X Candle, por Adil (Haras Expert)



2º Clássico Pres. Luiz Nazareno T. de Assumpção; 2º Clássico Presidente João Tobias de Aguiar.



2ª mãe de: SUMMER TRIP Br. 1988 – Midnight Tiger X Jambage, por Millenium (1º Clássico João Tobias de Aguiar, CJ e 1º Clássico Pres. Julio Mesquita, CJ).



2ª mãe de: TREVISAN – Br. 1989 – Executioner X Jambage, por Millenium (1º GP. Presidente José de Souza Queiroz – Gr.3, CJ e 1º Prova Especial Barão e Baronesa Leithner, CJ)    



2ª mãe de: ENTERTAINEUR – Br. 1996 – Midnigth Tiger X Jambage, por Millenium (1º Clássico Pres. José Antonio Pamplona de Andrade, CJ)



1ª mae de: LISBON – Br. 1982 - Lunard X Catskill, por Adil (2º GP Derby Paulista – G1 e 2º GP. Consagração – Gr. 1)



DIN – Br. 1974 – Pass The Word X Candle, por Adil (Haras Expert)



1ª mãe de: KEW GARDENS – Br. 1981 – Millenium X Din, por Pass The Word (2º GP Presidente da República – Gávea - Gr. 1; 1º Copa ANPC (2000m)– Cidade Jardim – Gr1; 1º GP Copa ANPC Milha – Cidade Jardim – Gr. 1)



EUPHORIE – Br. 1975 – Prudente X Candle, por Adil (Haras Expert)



1º GP. Henrique Passolo – Gávea – Gr. 1; 1º GP Barão de Piracicaba – CJ – Gr. 1; 1º GP. João Cecílio Ferraz – CJ – Gr. 3; 1º GP. Pres. Com. Coord. Criação de Cavalo de Corrida – Taça de Prata – CJ – G3; 1º GP.Prefeito do Município de São Paulo – Gr3.; 1º Clássico Pres. João Carlos Penteado; 1º Clássico Pres. Antonio Teixeira de Assumpção Neto.



1ª mãe de: BELLO HORIZONTE – IRE. 1983 – Top Ville X Euphorie, por Prudente (Prix Des Epinettes - FR)



FONDUE – Br. 1976 – Prudente X Candle, por Adil (Haras Expert)



2ª mãe de: NORTHAMPTON – Br. 1997 – Legal Case  X Sweet Candle, por Henri Le Balafré  (1º CLASSICO ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO, L, Cidade Jardim);



2ª mãe de: QUERO PULE – Br. 2001 - Nugget Poing x Sweet Candle, por Henri Le Balafré (1º GR. Pres. Luiz Oliveira de Barros, CJ, Gr.3)



2ª mae de: RISCO ZERO – Br. 2002 – Fast Gold x Sweet Candle, por Henri Le Balafré (1º Clássico Olinto Streg, Cristal);



JUST HELEN – Br. 1980 – Lunard X Candle, por Adil (Haras Expert)



1ª mãe de: TAPE DECK – Br. 1989 – Midnight Tiger  X Just Helen, por Lunard  (1º PROVA ESPECIAL QUIPROCÓ, Cidade Jardim);



2ª mãe de: INDIANA PACER – Br. 1996 – Dodge x Tape Deck, por Midnight Tiger (1º Clássico Ministério da Agricultura, L, Gávea; 1º Clássico Luiz Alves de Almeida, L, Gávea; 1º Prova Especial João e Jorge Jabour, Gávea; 1º Prova Especial Presidente João Goulart; 2º GP Henrique de Toledo Lara, G3, Gávea;



2ª mãe de: FOOTBALL – Br. 1997 – Midnight Tiger x Valisere, por Executioner (1º GP Presidente do Jockey Clube, G2, Cidade Jardim);



2ª mãe de: IRON POWER, Br. 2000 – Midnight Tiger X Valisere, por Executioner (1º GP Pres. José de Souza Queiroz, G.3, Cidade Jardim; 1º Clássico Eusébio Queiroz Mattozo, Listed, Cidade Jardim).



3ª mãe de: CHÁ INGLÊS – 2007 – Put It Back X Hortencia, por Midnight Tiger (1º GP Presidente Julio Mesquita, G.3, Cidade Jardim; 1º Clássico Presidente Waldyr Prudente de Toledo, Listed, Cidade Jardim; 1º Prova Especial Antonio Luiz Cintra, Cidade Jardim).



A chance de continuidade desse veio materno encontra-se depositado nas descendentes de Vindima, Catskill, Fondue e Just Helen. No histórico acima encontramos duas ganhadoras de OSAF, LOVE POTION e DUMAS, ganhadores de Taça de Praça, EUPHORIE e ESCOTEIRO. Como no artigo anterior, onde destacamos outra matriz importada pelo Haras Ipiranga junto à Marcel Boussac (Portoire), que fez história para o Haras São José da Serra, no caso da Palmarella, podemos verificar que ela fez história para o Haras Expert. Cabe aqueles que detém as descendentes desse veio materno a responsabilidade pela manutenção dessa importante linha da PALMARELLA. Pela importância que teve o Marcel Boussac na criação de cavalos de corridas, deveríamos ter uma atenção especial e tratá-las como patrimônio histórico do turfe nacional. Para quem não sabe quando do fim do império de Marcel Boussac, o seu acervo foi disputado por Stavros Niarchos que ficou com o Haras e Aga Khan Stud, que ficou com as suas melhores éguas, que nos dias atuais ainda colhe os frutos dessas aquisições.


 







Dumas vencendo o OSAF de 2005 (neste páreo Quero Pule arrematou em 5º

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