08 janeiro 2010

Muito pano para manga

É preciso que haja uma solução rápida para o empasse JCB contra o treinador J.L.Pedrosa e os proprietários que mantêm cavalos em treinamento com o mesmo. Vejam, leitores: o cavalo Mais Que Isso foi flagrado novamente em dopping e o treinador L.D.Guedes foi suspenso por 90 dias. No Raia Leve já foi amplamente explicado os motivos que levam ditos proprietários a colocar suas credibilidades pessoais em jogo, na defesa do referido treinador. Tudo já foi a instância policial, portanto não cabe a mim julgar quem está certo ou errado. Mas por causa deste imbróglio o clube vai sofrendo as consequências. Não é normal Resoluções saírem as sextas-feiras, caso da de hoje que suspende o treinador. Geralmente isso é feito as terças-feiras, com o manda o Código. Olhem o quarto item da mesma:

4 - Comunicar que os proprietários dos animais inscritos para as corridas desta semana em nome do treinador Luiz Ricardo Duarte Guedes deverão indicar, por escrito, à Comissão de Corridas, o(s) treinador(es) que se responsabilizará(ão) pela apresentação dos mesmos;

Com o aviso sendo comunicado hoje, dado ao exíguo do tempo (gostaria muito de saber por parte da C.C porque hoje e não na terça), corre-se o risco que as mais de quinze inscrições (muitos favoritos entre eles) do L.D.Guedes desta semana, sejam declaradas forfaits por falta de treinador responsável. Um prejuízo claro aos cofres do Clube, caso os proprietários não indiquem ninguém para substituí-lo.
Uma batalha sem vencedores, todos perdem em maior ou menor grau e é preciso que o bom senso ( ou a Justiça) prevaleça urgentemente, para o bem do Turfe.

Tarumã

3º Rápido e Certeiro

Contraprova

Já foi para Contraprova os exames de Resende, pensionista do Fabrício Borges e do Haras Cifra, que correu o Grande Prêmio Natal em Cidade Jardim, no dia 20 de dezembro do ano que findou. Coincidentemente em mais um Clássico.

07 janeiro 2010

GAUDÊNCIO SETE LUAS FALA DE PENCAS


Luiz Coronel

Onde houver penca eu descubro.
Apronto rédeas e rimas.
Eu desato o lenço rubro
e atiro o chapéu pra cima.

Ganhei pencas, mais de um cento,
perdi uma no focinho.
Só não corro contra o vento
porque o vento é meu padrinho.

Vai a crina em desalinho,
batem tambores os cascos.
Há tragos, milongas e vinhos
e nas brasas um churrasco.

Àguas lépidas da fonte
deram ao potro estas ânsias
de alcançar o horizonte
engolindo estas distâncias.

Rédea solta pra alegria,
deixa atrás os desenganos.
As horas montam os dias
na cancha-reta dos anos.

Lá vou eu, no trote lento,
assobiando no caminho.
Só não corro contra o vento
porque o vento é meu padrinho.

A relação de amor entre o gaúcho e o cavalo

Uma crônica de Eduardo Festugato, médico gáucho que adora os cavalos de todas as raças.

“QUANDO ME SINTO BEM MONTADO...”

“Cuando me hallo bien montao, de mis casillas me salgo...” é um verso do Martin Fierro. Diz que quando me sinto bem montado, já não sou mais o mesmo. Significa liberdade, já que “casilla” é a casa que prende o botão. Isto é tradução do estado de espírito transmitido pela montaria (carro, cavalo, dinheiro): liberdade e poder. É o sentimento de masculinidade patrocinado pela testosterona, que atinge o seu ápice na luta e na cópula: “ninguém é mais homem do que quando luta ou copula com sucesso”. Talvez o grande fascínio do cavalo seja estimular a autoestima ao adubar o ego. Não deixa de ser uma forma de intimidação, como a farda, a batina, a gravata, a barba, a mesa do juiz, elevada sobre um estrado. E o trono, sempre no alto. “Cavalo, pra mim é trono / E nesse trono eu me criei.” Gaúcho de a pé é general de pijama.

***

Pastor por vocação, jamais agricultor, o gaúcho serrano sobrevivia da criação do gado como um “gigolô de vacas”. Montado no seu cavalo do andar como num trono, nenhum touro lhe parecia brabo. O sentimento de poder, proporcionado pela montaria, é que o tornou confiante e poderoso, raiando a arrogância, igual ao comandante na frente do Regimento, o legítimo “pai dos homens... e marido das mulheres”. José Hernández tem razão: “Montado num bom cavalo eu já não sou mais o mesmo...” Montar é um gesto de domínio e subjugação que precisa da autoconfiança. Sem autoconfiança não se domina, não se monta... nem se copula.

É em peitos assim que floresce a paixão desenfreada pelas mulheres, pelo jogo e pelos cavalos. São homens quentes, com temperamento ardente de beduíno: sangue aquecido por abrasadores sóis de mil Saaras, nutridos de carne, hormônio e guitarra. Por isso, não se angustiam com incertezas futuras: vivem o momento presente com toda as forças da alma, desmedidamente, como se fosse o último de suas vidas. Morrem pelas suas causas partidárias; vão à falência por causa de uma morena; perdem tudo o que têm nas patas de um cavalo, como aconteceu com Flores da Cunha: “O que me perdeu foram cavalos lerdos... e mulheres ligeiras”. Vivem perigosamente, com delírio e com loucura, escolhendo seus próprios caminhos, avessos a rédeas, afastados de trilhos.

A mais perfeita caracterização da alma gaúcha, não há dúvida, nos foi dada por Luiz Coronel no seu belíssimo poema “Gaudêncio Sete Luas fala de pencas”, que termina assim: “Lá vou eu, no trote lento, / assobiando no caminho. / Só não corro contra o vento / porque o vento é meu padrinho.”

“Só não corro contra o vento / porque o vento é meu padrinho”. Esse é o verdadeiro gaúcho: livre como vento, sem compromissos nem raízes, como os povos nômades e os pastores. São os afilhados do vento... Hoje estão aqui; amanhã... quem sabe onde?

06 janeiro 2010

Oh, Herivelto!

Quem está assistindo ao seriado da Globo, Dalva e Herivelto? Eu estou e confesso que o compositor de que tanto admiro por algumas letras marvilhosas, incluindo uma das músicas que mais gosto "Ave Maria no Morro", tratou a mulher como um legítimo canalha. É assim mesmo, muitos dos que são gênios naquilo que fazem, não levam nem um pouquinho dessa genialidade com relação à forma como encaram a vida. Herivelto massacrou Dalva, fez dela uma mulher atordoada e sofredora e que perdeu a vida relativamente cedo, com apenas 55 anos. Ele viveu bem mais, foi até os 80. Da relação dos dois nasceu Pery Ribeiro, também músico, que nunca fez o sucesso dos pais. Aqui deixo Pery e Herivelto cantando Ave Maria, mas mesmo que este cantasse e rezasse um milhão de vezes não redimiria as sacanagens que fez com a mulher. Na próxima postagem coloco a mesma música, na gravação que mais gosto, com João Gilberto.

05 janeiro 2010

Ligeirinhas

* Já estou em casa. A viagem foi ótima, mas estava com saudade do meu canto. Aos leitores do blog, minhas desculpas pela desordem das postagens dos últimos dias. Pobre não tem notebook e isso dificultou por demais a regularidade das mesmas.
* O JCB precisa rever com urgência a programação de páreos que contam com a participação de cavalos de apenas dois treinadores. Há três semanas atrás formou-se um páreo em que L.D.Guedes (leia-se Pedrosa) tinha quatro inscrições em seis. A franca favorita era Black Cheet, que nada fez. Sekoo's Dream, que foi bem jogado e do mesmo treinador, deixou os rivais a perder de vista. Ontem, o mesmo filme com enredo e final igual, embora os artistas fossem outros. Fardalena, que vinha de perder para o Sekoo's Dream por mais de doze corpos, dessa vez, surpreendentemente, passou pelo rival perto do disco. Convenhamos, a pule pequena de 5,0 reais, para um animal que havia chegado tão longe, significava que a vitória era esperada por gente que sabia das reais possibilidades do filho de Yagli e não apenas pela leva de azaristas que sempre apostam em cavalos com pouca chance. Não me aprofundando muito na questão de quem é a culpa, de quem dá golpe ou não, do quanto existe de mutreta nos páreos realizados, digo o seguinte: existe um poder moderador que pode conter ou coibir tudo isso. É preciso dar um basta. Se por si só, já é bastante assustador um mesmo treinador inscrever quatro animais em um mesmo páreo (as possibilidades de manobras são enormes, dependendo da situação em que se encontram as apostas que, com certeza, são jogadas), imaginem quando estes quatro disputam a vitória com apenas dois, ainda por cima não muito credenciados para tal. Tomara que daqui a duas semanas não tenhamos este mesmo páreo para estudar. Será que ganha o Sekoo's Dream, o Fardalena, a Black Cheet (completamente revigorada), ou será a vez do falecido Longines? Para nós, mortais, é como roleta russa, para todos da cocheira, são favas contadas.

04 janeiro 2010

Indicações

Cidade Jardim:
Acumulada de placê:
2- Brest
3- Forte Olímpico
6- Formula Do Amor

Gávea:
1- Moulin De Mougin
2- Quiero La Noche
4- Sekoo's Dream
5- Tristano Danz
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