28 setembro 2009

Indicações

Cidade Jardim:
Acumulada de placê:
4- 4
5- 3
9- 1


Gávea:
Acumulada de Placê:
2- 3
4- 5
5- 1

* Especialmente para o Alexandre Republicano. Depois respondo seu email.

26 setembro 2009

Os Encantadores De Cavalos

Longe de casa e com uma rotina puxada de atividades, quatro jovens compartilham um sonho em comum: seguir carreira como jóqueis. A missão exige muito esforço dessa turma na Escola de Aprendizes do Jockey Club do Paraná

Publicado em 26/09/2009 | Angela Antunes para o Gazeta do Povo | Foto de Jonathan Campos

 
Para um jovem apaixonado por cavalos e corrida, nascido em Carazinho, interior do Rio Grande do Sul, a possibilidade de um dia se tornar um jóquei profissional poderia ser praticamente impossível. “Comecei a montar cavalos com 11 anos, e tenho o porte físico que o esporte exige. Mas sempre achei um sonho um pouco distante”, confessa Lucas da Silva Carpes, de 17 anos. “Desde pequena eu quis aprender a montar. Ganhei um cavalo com uns cinco anos, e desde então, nunca mais parei”, completa Bruna Tartaglia, de 18 anos, natural de São Carlos, Santa Ca­ta­­rina.
O que este e outros dois jo­­vens não esperavam – Leo­nar­do Salles, 15, de São Paulo, e Jho­natan dos Santos da Silva, 16, de Ponta Grossa –, é que en­­con­­trariam longe de suas famílias e de sua terra natal uma grande chance de ter acompanhamento profissional, alimentação e alojamento gratuitos. Estes fatores proporcionaram uma nova vida a estes adolescentes, que podem, no futuro, deixar a Escola de Aprendizes do Jockey Club do Paraná para se tornarem jóqueis profissionais.
Trabalho
A experiência é rígida: os jovens começam as atividades às 6 horas da manhã. “É preciso ter muita disciplina, mas a nossa intenção é fazer com que eles melhorem cada vez mais como aprendizes de jóquei. Aqui eles têm tudo o que precisam”, garante o professor Eurico Ferreira.
Todo este esforço e disciplina, de fato, não é problema para os atuais aprendizes do Jockey Club. Há seis meses no projeto, Lucas garante que sua única preocupação é focar no trabalho. “Aqui você tem roupa lavada, tem tudo. Dá saudade da família, mas é a minha única chance. Vale muito a pena”, relata.
O instrutor é firme no quesito regras e garante que sem elas não vale a pena investir nos futuros jóqueis. “Eles têm que obedecer, senão nós os dispensamos”, garante.
De longe, pode até parecer demais. Mas de fato o trabalho não é brincadeira. Ali, os alunos têm a chance de mudar seu destino não só profissionalmente, mas também socialmente. “Desde que a pessoa queira, ela pode mudar de vida. Já pegamos garotos que estavam envolvidos com drogas. Eles descobrem o amor ao turfe e abandonam tu­­do”, relata o professor Emerson Gonçalves da Cruz.
Por enquanto, o programa ainda não exige que os aprendizes estejam matriculados no colégio para fazer parte do projeto – algo que irá mudar no próximo ano. De acordo com Emerson, eles começaram a trabalhar com os meninos há pouco tempo e foi melhor para a adaptação na cidade que eles começassem o ano letivo em 2010. “Eles podem estudar à noite. Vão ter tempo de sobra para se dedicar ao estudo”, garante o professor.
Esforço
Jhonatan também não reclama do trabalho duro, muito pelo contrário. “Temos tempo de fazer nossas coisas. O lugar bom é aqui mesmo. Eu não teria essa possibilidade onde eu estava”, diz. Apesar de os meninos não montarem sempre o mesmo cavalo, é evidente a cumplicidade entre o animal e o jóquei. Não é para menos: sua vida fica em risco por conta da grande velocidade que atingem.
Leonardo sempre viu a profissão como meta de vida por conta de seu pai, jóquei há 22 anos. Em São Paulo, o adolescente montou no primeiro cavalo aos 10, mas teria que esperar um pouco mais caso fosse buscar uma escola de aprendizes em sua cidade natal. “Aqui eu pude começar com 15 anos, lá seria com 16. Quando eu voltar, vou ter muito mais experiência”, avalia. Por conta desta meta, ele vive hoje longe de sua família, mas garante que isso não é problema. “Eu tenho muita saudade, mas vale a pena pelo esporte. É o que eu pretendo fazer como profissão. Tem que ir com tudo”, finaliza.
Serviço:
Jockey Club do Paraná. Avenida Victor Ferreira do Amaral, 2.291 – Tarumã. Informações: (41) 3075-2109 ou pelo site (www.jockeypr.com.br).

Indicações

Cidade Jardim:

8- Dupla 37

Gávea:

1- Don Pedro Sam

23 setembro 2009

Secretariat II

Por Adolpho Smith de Vasconcellos Crippa

O filme, salvo engano, é baseado no livro do mesmo autor que escreveu o livro sobre a Ruffian e que virou filme feito pela ESPN no ano retrasado.

Tenho os dois livros e o filme da Ruffian em casa e acredito que o filme Secretariat será melhor que o livro que perde muito tempo explicando a história da família do cavalo, das pessoas envolvidas e a sindicalização do animal.

A sindicalização de Secretariat, feita pela família Hancook (Claiborne), foi um marco no mercado de reprodutores dos EUA e no mundo.

Secretariat foi um reprodutor limitado, mas um excelente avô materno, algo esperado considerando as éguas que cobriu e a linha baixa de suas filhas que foram para a reprodução.

Em minha opinião, além do animal excepcional que foi Secretariat, dignos de nota são sua sindicalização por preço recorde e o fato de ser descendente de Nasrullah, por meio de seu filho Bold Ruler, sendo Nasrullah talvez a maior importação americana em todos os tempos.

Tenho o prazer de ter enquadrada uma foto/poster histórica tirada do cavalo em seus primeiros anos na reprodução, tirada pelo maior fotógrafo de PSI’s do mundo (Tony Leonard - www.tonyleonard.com).


P.S Acho bom divulgar também, para seus interessados leitores que lêem bem em inglês, o site http://exclusivelyequine.com/, onde é possível comprar praticamente todas as publicações recentes do mundo (em inglês) sobre cavalos de corrida, além de fotos e filmes.

Lembro que livros não são tributados então se pode comprar pelo site que não serão brecados na Receita Federal.

Secretariat


Querem um filme sobre este monstro sagrado das pistas? Pois terão. As filmagens começam esta semana e seu término está prometido para 2010. Preparem-se porque é produção grandiosa, não é filminho não. Os Estudios Disney na parada garantem isso. E mais. Sabe quem fará o papel do treinador de Secretariat? Nada menos que Jonh Malcovich ( na minha lista dos quatro maiores atores vivos do cinema americano, ao lado de Al Pacino, Daniel Day-Lewis e Jack Nicholson, me desculpem os que gostam de Robert The Niro).
O filme gira em torno da dona do cavalo, Penny Chenery, interpretada por Diane Lane, consagrada atriz que fez recentemente Noites de Tormenta (Nights in Rodanthe) contracenando com Richard Gere. Ela vê sua vida de dona de casa receber repentina mudança ao receber de herança do pai um haras e a partir daí mergulhar no universo machista das corridas de cavalo. Lembrando que a ação se desenvolve em 73, época nada comum para damas no turfe, e que sem dúvida, Secretariat, ao ganhar a Tríplice Coroa Americana, contribuiu e muito para a quebra dos tabus vigentes.
Não vi nenhum filme do diretor, Randal Wallace, mas agora por curiosidade verei o Fomos Heróis (We Were Soldiers, 2002) que é um filme de guerra, tema que não tenho grandes paixões. Resta-nos torcer que ele acerte a mão.

22 setembro 2009

Seu Nicão

Certos cavalos por mais que ganhem, serão sempre contestados e atrairão uma boa polêmica em torno de seus nomes Um desses é o Seu Nicão, potro extremamente precoce, dono de invejável velocidade inicial e que não sei o motivo, mas os proprietários de cavalos bons têm um enorme medo dele na areia. Encarou dois listeds e uma prova especial, programados para os potros de sua idade e olhando para todos esses adversários que enfrentou não há rigorosamente nenhum que possa ser taxado de bom corredor. Foi experimentar a grama e fez uma corrida dentro de suas possibilidades, isto é, nas possibilidades do potro bom que é, e fez quinto, aí sim enfrentando os melhores valores de sua geração. É isso que ele é, um bom potro. Correu agora no sábado e levando handicap de dois competidores que correm bem na areia, mas prestem atenção, Roberto Alberto e So What são só isso também, bons corredores de areia, empurrado desde a partida, nem na frente conseguiu correr. Querem as parciais: passou os primeiro mil metros em 61 cravados, nada de especial para quem veio sempre no rigor do Mazini, e fechou os últimos duzentos em em inacreditáveis 14,4, com o chicote cantando o tempo todo.
Agora vejo com surpresa que estão querendo levar o cavalo para Palermo e, talvez, Dubai e neste caso sou obrigado a falar antes, como já falei aqui e veio um bando de anônimos dizer que o Seu Nicão era máquina máxima, que culpa ele tinha de não ter corrido com ninguém, que eu não entendia nada e muito mais. Além de tudo, tentaram compará-lo com o Itajara.
Então, prestem atenção: tomando como base esta última apresentação, vai fazer um papelão, tem que melhorar no mínimo cinquenta metros para correr com chance as provas de Dubai, e uns trinta para a de Palermo. E que venham os touros...

21 setembro 2009

Indicações

Cidade Jardim:
9- Power Red (em qualquer raia)

Gávea:
Acumulada de vencedor 3 a 3 e no duro:
3- Il Mundo
4- Sweet Sunrise
7- Campeão Do Mundo
10- Chama Trina

Salve o Balacobaco

Como qualquer curioso, resolvi examinar os cavalos que correriam o Grande Prêmio Brasil. Era domingo chuvoso e em casa, sintonizados na TV, aguardávamos a corrida. Alguém sugeriu que fizéssemos um bolo. Topamos.
Logo desisti, indignado.
- Recuso-me a dar palpite. Não há um só cavalo com nome em português!
Assim falei para notar, em seguida, que minha indignação era só minha.Até me olharam de modo estranho, caiu mal e recebi olhares réprobos como se faz com os ranhetas, os chatos.
Ninguém mais se indigna com isso, pensei. Sou mesmo um velho dromedário, baú antigo, ainda gosto do som de violão e das palavras brasileiras.
Mossoró, Gualicho, Tirolesa, Formosa, Garbosa, Gardênia, Sedutor, Lero-Lero-Gualicho, Príncipe, Diplomado,Verdugo, Pé-de-Vento.
Vontade vem-me de parafrasear Manuel Bandeira: "Ah, como eram lindos os nomes dos cavalos de minha infância"...
Espantosa a moleza brasileira em relação aos modelos estrangeiros, norte-americanos, sobretudo.
Liga-se o rádio, supõe-se estar nos Estados Unidos. O nome das lojas de um centro comercial (que hoje é shopping como ontem era magazine...) raramente é Boticário, Bum Bum, Água de Cheiro, Coisas da Fazenda ou Esplanada, pois, até esta, há anos, transformou-se em Newsplan, com roupas para jovens.
Toda a linguagem da aviação e do automobilismo, da computação e da comunicação é em inglês. Pois até nosso hipódromo (nome feio mas sonoro que gerou até camelódromo...), , conhecido como Jockey, que virou Jóquei e Club que virou clube, até ele quase já não possui cavalos com nomes brasileiros.
O que se passará na cabeça dos proprietários ¹ de cavalos? Que é elegante? Que moram em Londres? Que são cultos? Que o turfista prefere os nomes em inglês? Que os locutores acham mais fácil pronunciar Flyng Touch que Peteleco? Que é mais atraente o turfe com cavalos que simulam ser estrangeiros?
Concluo, abatido, que por serem ricaços, possivelmente são os mesmos que colocam nomes estrangeiros em suas lojas e fábricas, na suposição (será certeza?) de que o brasileiro é fissurado no que leva nome estrangeiro, tem ar de gringo e não é fabricado no Brasil.
Isto posto, vestirei minha camisa comprada na Malharia Mena, que é brasileira e ótima, tomarei um Mineirinho com bolo de milho, calçarei sandálias "franciscanas", comprarei uma goiabada Vera, lá de Mimoso do Sul, e darei um salto até o hipódromo de Campos, o terceiro do país ², pois lá, ainda esta semana, correu um cavalo de nome Balacobaco. Palavra de honra. Podem conferir.

1- Aqui o autor se enganou, pois o correto é criadores.
2- Não sei quando foi escrito, mas não me recordo de Campos como terceiro hipódromo brasileiro.

Texto extraído de Diário doido tempo, de Artur da Távola.
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